Filho de ditador argentino julgado por apropriação de bens de políticos desaparecidos

Eduardo Enrique Massera, filho do ditador Emilio Massera, e outros seis militares da época da repressão serão submetidos a julgamento oral e público por roubo de bens pertencentes a presos desaparecidos durante a última ditadura argentina (1976-1983), informou uma fonte judicial.

AFP |

Entre os que deverão estar no banco dos réus estarão, também, Jorge "El Tigre" Acosta, Juan Carlos Rolón, Alberto González, Jorge Radice, Pablo García Velazco e Aldo Maver, que cumprem prisão preventiva por crimes contra os direitos humanos.

Neste caso, todos eles são acusados de apropriação presumível de bens de pessoas detidas na Escola de Mecânica da Armada (ESMA), um dos maiores campos de concentração da ditadura, pelo qual passaram 5.000 presos, dos quais apenas 100 sobreviveram.

A Justiça tenta esclarecer o que foi feito dos bens possuídos por Conrado Gómez, Victorio Cerutti, Omar Massera Pincolini e Horacio Palma, que faziam parte da sociedade Cerro Largo, dona de terras na província de Mendoza (oeste).

No dia 10 de janeiro de 1977 Gómez foi seqüestrado por um grupo da ESMA e dias depois seus sócios tiveram sorte idêntica; suas propriedades foram quitadas mediante operação imobiliária fictícia e transferidas a empresas que tinham como proprietários Massera e os demais seqüestradores, segundo a investigação judicial.

O ex-almirante Massera, de 83 anos, foi degradado e condenado à prisão perpétua em 1985, tendo sido indultado em 1990 pelo ex-presidente Carlos Menem (1989-1999), e detido em 1998 por roubo de bebês, filhos de desaparecidos.

Em 2005, uma junta médica considerou Massera portador de insanidade mental o que permitiu a ele recuperar a liberdade.

jos/ls/sd

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