Filho de Bin Laden é barrado no Egito e vai para Catar

Um dos 19 filhos do líder da Al-Qaeda, Osama Bin Laden, Omar Osama Bin Laden, desembarcou neste domingo no Catar, após ser deportado da Espanha e do Egito. No sábado, o Ministério do Interior espanhol se decidira pela deportação de volta ao Egito, de onde Omar Osama, 28 anos, havia chegado na noite da segunda-feira passada.

BBC Brasil |

Horas depois, foi a vez das autoridades egípcias expulsarem Omar Bin Laden, que foi então mandado para o Catar.

Não se sabe qual é a situação legal do casal Omar Osama e sua mulher, a britânica Zaina Alsabah, que antes de sua conversão ao Islã era conhecida como Jane Felix-Browne.

Na semana passada, o avião em que o casal viajava do Cairo rumo a Casablanca pousou em Madri apenas para uma escala.

No entanto, no controle de fronteiras, Omar Osama se identificou e pediu asilo político na Espanha.

'Vida em risco'
O filho de Bin Laden alegou correr perigo de vida em qualquer país árabe e se sentir perseguido e ameaçado por ser conhecido como o filho "pacifista" de Bin Laden.

Ele afirma condenar a violência e se descreve como um fiel seguidor do Islamismo de hábitos pacíficos.

O governo espanhol pediu um informe ao Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) e concluiu que o filho de Bin Laden não sofre perseguições políticas, nem corre perigo de vida para ser acolhido.

Com o pedido rejeitado, Omar Osama apelou na passada quinta-feira e a resposta definitiva do governo saiu no sábado: deportação ao Cairo, sem direito a recursos judiciais.

Em uma nota à imprensa, a esposa de Omar Osama Bin Laden disse que o marido "é um homem de paz e vítima de uma injustiça".

"Omar é um homem inocente que nunca participou de um ato violento e cujo único desejo é viver em paz. Isso é muito injusto, Omar não é o pai dele e acabará morrendo por seu sobrenome".

Omar Osama Bin Laden nasceu na Arábia Saudita e morou com o pai durante 10 anos no Sudão e Afeganistão, onde recebeu treinamento militar com as tropas de Al-Qaeda até o ano 2000.

No passado mês de abril ele pediu asilo político à Grã-Bretanha, mas foi rechaçado por questões de segurança.

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