Filho de Betancourt afirma que decisão das Farc foi cínica

O negativa da guerrilha das Farc em aceitar a missão médica francesa enviada para socorrer Ingrid Betancourt foi uma decisão muito cínica, afirmou nesta terça-feira Lorenzo Delloye, filho da refém franco-colombiana.

AFP |

"As Farc deram uma resposta muito dura e cínica" ao culpar o presidente (colombiano, Alvaro) Uribe "quando são elas que sequestraram", disse Lorenzo Delloye ao canal de TV francês M6.

A guerrilha qualificou hoje a missão de improcedente e assinalou que jamais houve um acordo neste sentido, apenas "má-fé" do presidente Alvaro Uribe.

Apesar de atribuir o fracasso às Farc, Delloye também criticou Uribe: "Seria tão degradante para o governo colombiano deixar de lado seu orgulho e aceitar a desmilitarização de uma zona ou uma região neutra com uma força internacional de paz para possibilitar este acordo?" - perguntou Lorenzo Delloye.

"Mamãe está muito mal. Seu estado piorou desde o vídeo" que a família recebeu em dezembro passado, "mas ainda tenho esperança, ainda acredito em uma solução", disse Delloye, que pediu a Uribe que acabe com a "política de guerra" e não esqueça dos colombianos que estão "apodrecendo na selva".

Fabrice Delloye, pai de Lorenzo, pediu a Uribe "um gesto de grandeza" para evitar que "o mundo inteiro assista a agonia de Ingrid e de outros reféns".

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