Filho de aliado da oposição iraniana morre na prisão

TEERÃ (Reuters) - O filho do assessor de um candidato derrotado à presidência do Irã morreu após ser espancado na prisão, disse uma agência semi-oficial nesta segunda-feira, citando relatório do instituto médico legal. No mês passado, um site reformista disse que o filho de Abdolhossein Ruholamini, que foi conselheiro do conservador Mohsen Rezaie na disputada eleição presidencial de junho, foi morto em um prisão de Teerã após ser detido nos distúrbios pós-eleitorais.

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As autoridades disseram que Mohsen Ruholamini morreu de meningite. Ele estava na prisão de Kahrizak, para onde foram levados muitos dos opositores presos depois do pleito.

"De acordo com o relatório do legista, as principais causa da morte foram estresse físico, surras frequentes e o impacto de um objeto sólido contra a cabeça", teria dito a fonte à agência Mehr, acrescentando que ele morreu enquanto era transferido a um hospital.

Em um encontro no domingo com um grupo de acadêmicos, incluindo o pai da vítima, o Aiatolá Ali Khamenei disse que as pessoas responsáveis por crimes enfrentariam ações legais.

"Todos aqueles que sofreram com os eventos recentes devem saber que o sistema não pretende ignorar ou perdoar aqueles que fizeram coisas ruins ou cometeram crimes", disse a maior autoridade do Irã, que no mês passado ordenou o fechamento da prisão de Kahrizak.

O novo líder do Judiciário, o Aiatolá Sadeq Larijani, formou um comitê para investigar os eventos pós-eleição, incluindo alegações de que alguns opositores foram estuprados e abusados.

Os candidatos moderados derrotados Mirhossein Mousavi e Mehdi Karoubi dizem que o pleito foi fraudado a favor do presidente Mahmoud Ahmadinejad, acusação que as autoridades negam.

Tanto o parlamento quanto o Judiciário concordaram em analisar a questão, e a agência Ilna disse que os promotores envolvidos na investigação se encontraram com Larijani nesta segunda-feira.

A eleição e os distúrbios subsequentes mergulharam o Irã na maior crise interna desde a Revolução Islâmica de 1979 e expuseram profundas divisões na elite do poder.

As autoridades dizem que pelo menos 26 pessoas morreram nos distúrbios, mas líderes da oposição afirmam que o saldo de mortos chega a 69.

(Reportagem de Reza Derakhshi)

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