Filha de Fujimori inscreve partido para eleição no Peru

Por Patricia Vélez LIMA (Reuters) - A filha do ex-presidente peruano Alberto Fujimori disse na segunda-feira que inscreverá nas próximas semanas seu partido com vistas às eleições de 2011, e afirmou que a condenação de 25 anos contra seu pai por abusos aos direitos humanos não afetará sua campanha política.

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Keiko Fujimori, que está em segundo lugar na preferência dos peruanos para as eleições presidenciais de 2011, afirmou que a primeira prova de fogo de seu partido será as eleições regionais e municipais de outubro deste ano.

"Nas próximas semanas deve estar saindo a inscrição do (partido político) Fuerza 2011", disse Keiko Fujimori à emissora de rádio local RPP.

"Nós temos o objetivo de voltar a fazer obras que, lamentavelmente pela burocracia ou pela incapacidade de alguns governos, não se estão executando de maneira eficiente", acrescentou.

A legisladora acrescentou que um eventual governo fujimorista será "implacável" com a corrupção e buscará manter a estabilidade econômica.

Segundo a última pesquisa da empresa Ipsos Apoyo publicada em meados de dezembro, Keiko Fujimori permanecia no segundo lugar com 20 por cento das intenções de voto, atrás do prefeito da capital do Peru, Luis Castañeda, que apresenta 23 por cento das preferências para as próximas eleições presidenciais.

Em terceiro lugar figura o nacionalista e militar da reserva Ollanta Humala, com 11 por cento, temido pelos investidores por suas idéias contra o livre mercado.

A Justiça peruana confirmou no domingo por unanimidade a condenação contra o ex-mandatário Fujimori, de 71 anos, que governou entre 1990 e 2000, pela morte de 25 pessoas durante uma guerra suja contra a guerrilha esquerdista.

A sentença condenatória em primeira instância ditada em abril do ano passado foi a primeira na América Latina por casos de violação aos direitos humanos contra um presidente eleito nas urnas e julgado em seu próprio país.

O ex-presidente Fujimori foi destituído em 2000 após um escândalo de corrupção e viveu refugiado os anos seguintes no Japão e no Chile, de onde foi extraditado em 2007.

"Sinto-me decepcionada porque sei que meu pai é inocente", afirmou Keiko Fujimori, cujo partido político goza de maior popularidade nas regiões pobres do interior do país.

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