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Filha de Fujimori diz que sentença foi condenação ao estado peruano

Lima, 8 abr (EFE).- Keiko Fujimori, filha do ex-presidente peruano Alberto Fujimori e considerada sua herdeira política, disse hoje que a sentença de 25 anos à qual ele foi condenado ontem, por violações dos direitos humanos, é uma sentença contra o estado peruano e as Forças Armadas.

EFE |

"É uma sentença contra o Estado peruano, contra as forças armadas, a Polícia, os comitês de autodefesa e contra todas as pessoas que, como nós, não cedem à chantagem do terrorismo", disse Keiko em entrevista coletiva em Lima à imprensa estrangeira.

Além disso, ela afirmou que a condenação a seu pai foi "a crônica de uma sentença anunciada", e que ela não fará mais do que "fortalecer o 'fujimorismo', que se une mais e consegue mais apoio e simpatia das pessoas".

"Esta sentença tão dura será um bumerangue contra os perseguidores de Alberto Fujimori; se pensavam que com isto derrotariam o 'fujimorismo', é exatamente o contrário", disse, afirmando que vem recebendo muitas mensagens de ânimo "de setores populares".

A líder do Grupo Parlamentar Fujimorista e congressista mais votada na câmara peruana, disse ter "perdido a confiança na Justiça peruana" e que seu pai "será condenado sem considerar se existe culpa" no julgamento que enfrentará por acusação de corrupção.

Ela não acusou nenhuma intromissão política no tribunal que condenou seu pai, mas disse que a corte esteve exposta a uma grande "pressão midiática e a uma campanha muito forte por parte de entidades de direitos humanos em nível mundial contra Alberto Fujimori".

A respeito de boatos de que já pedira um indulto para seu pai ao presidente Alan García ou a membros do partido governante Aliança Popular Revolucionária Americana (Apra), Keiko afirmou "não ter tido nenhum tipo de conversa com ninguém da Apra".

Keiko ainda ameaçou, indiretamente, Alan García, afirmando que "está aberta" a possibilidade de ele responder por um massacre semelhante aos que custaram a condenação de Alberto Fujimori, o de El Frontón, que deixou mais de 100 mortos e que "ele (García) é quem deve responder se está ou não preocupado com isso". EFE fjo/jp

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