Filha de Fritzl planejava sair de casa pouco antes de ser seqüestrada

Elisabeth Fritzl, a austríaca seqüestrada e violentada por seu pai durante 24 anos em Amstetten, planejava deixar a casa dos pais pouco antes de ser trancada no porão, de acordo com cartas publicadas nesta quinta-feira pelo jornal Osterreich.

AFP |

Clique na imagem e veja o infográfico sobre o crime (AFP)




"Depois das provas, me mudarei com minha irmã e seu noivo", escreveu a jovem na época, hoje com 42 anos, em uma carta no dia 9 de maio de 1984 e endereçada a um amigo, segundo o jornal, que publica cópias de três cartas.

Em outra delas, escrita no dia 29 de maio de 1984, relata ao mesmo amigo: "quando receber esta carta, tudo terá acabado. Te darei o meu novo endereço quando tiver me mudado".

Três meses depois, Elisabeth, com 19 anos, seria trancada por seu próprio pai no porão sem janelas da casa em que morava.

Ali passou 24 anos, submetida à violência sexual de Josef Fritzl, com o qual teve sete filhos, um deles morto pouco tempo depois de seu nascimento, em 1996. O drama foi revelado no dia 26 de abril.

Em outra carta, de 3 de agosto de 1984, algumas semanas antes de seu desaparecimento - declarado oficialmente por seu pai em 28 de agosto quando alegou que a filha havia entrado para uma seita -, Elisabeth falava de seu emprego temporário, sem indicar do que se tratava, que permitia a ela ter dois dias de folga por semana para jogar tênis ou ir à piscina.

Refere-se também a uma noite passada com seus amigos em várias boates.

"Também gosto de ouvir música e sonhar acordada. Se a vida só é feita de sonhos, isso eu não sei...", escreveu para este amigo não identificado.

Por outro lado, segundo a última edição do jornal austríaco News, Josef Fritzl, citado por seu advogado Rudolf Mayer, se queixou da atitude de sua filha adolescente: "Não respeitava regra alguma e passava as noites em antros fumando e bebendo", "é por isso que tinha que criar um lugar para proteger Elisabeth do mundo exterior, embora fosse à força".

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