Filha de Fritzl está namorando guarda-costas, diz site

A filha do criminoso Josef Fritzl, conhecido como o monstro de Amstetten, teria se apaixonado por seu guarda-costas e estaria morando com ele e seus filhos em um pequeno vilarejo no interior do país, segundo informou o portal de notícias austríaco oe24.at, e que foi reproduzido por outros jornais locais.

BBC Brasil |

Durante 24 anos, Elisabeth Fritzl foi abusada sexualmente diversas vezes pelo próprio pai em uma relação incestuosa que gerou sete crianças.

Josef Fritzl encarcerou a filha quando ela tinha 18 anos e a manteve presa desde então no porão do edifício em que morava, na cidade de Amstetten. O crime foi revelado em abril de 2008, e Fritzl foi condenado à prisão perpétua em março passado.

De acordo com o portal, Elisabeth iniciou um relacionamento com o guarda-costas Thomas W., que seria alguns anos mais novo que ela e funcionário da A.S.T. Security, empresa que cuidou da segurança da filha, esposa e filhos de Fritzl, desde que o caso foi descoberto e eles foram internados em uma clínica, onde receberam acompanhamento médico e psicológico.

'Clima'

O site informou que colegas de trabalho do rapaz afirmaram não ter tido dificuldade para se dar conta do relacionamento "especial" entre os dois.

Eles teriam dito que a filha de Josef Fritzl parecia se sentir "especialmente protegida" perto do guarda-costas. "Todos percebiam o que estava acontecendo", teria dito um segurança, cujo nome não foi identificado, em entrevista ao oe24.

O namoro com o guarda-costas teria dado forças a Elisabeth para começar uma nova vida. Ela abriu mão de uma continuação da terapia psiquiátrica, prestou teste para tirar carteira de motorista e procurou uma casa discreta no interior do país, para onde se mudou em dezembro passado com seus seis filhos e o companheiro. "Eles são um par", confirmaram testemunhas, citadas pelo portal de notícias.

No fim de maio, uma pane das autoridades austríacas permitiu que o endereço da família, que era mantido em segredo, chegasse ao conhecimento da mídia. Agentes de segurança protegem o local, os muros da casa foram aumentados e as ruas periféricas, fechadas ao trânsito.

Um livro lançado também em maio afirma que o cárcere de Elisabeth não era acusticamente isolado e que os vizinhos podiam ouvir gritos vindos do porão onde ficara presa por 24 anos.

Em The Crimes of Josef Fritzl: Uncovering the Truth (Os crimes de Josef Fritzl: Descobrindo a verdade, em tradução livre), os autores - os jornalistas Stefanie Marsh e Bojan Pancevski - questionam a versão de que os vizinhos não tinham como perceber sinais sonoros originados do apartamento subterrâneo onde Fritzl mantinha suas vítimas.

Eles apoiam a tese em um relatório elaborado por um engenheiro de som.

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