Filha de Berlusconi censura o pai publicamente após escândalo

ROMA - A filha do primeiro-ministro italiano Silvio Berlusconi disse estar impressionada com a atenção dispensada por seu pai a uma modelo adolescente, numa rara crítica ao líder feita por um de seus filhos.

Redação com Reuters |

AP
Barbara Berlusconi está na capa da
Barbara Berlusconi está
na capa da "Vanity Fair"

Em entrevista à "Vanity Fair", Barbara Berlusconi, de 25 anos, disse que os políticos deveriam praticar na vida privada os valores que pregam publicamente - em contraste com o que afirmam os aliados de Berlusconi, segundo os quais sua vida pessoal não guarda relação com a vida pública.

Berlusconi, de 72 anos, negou ter mantido uma relação imprópria com Noemi Letizia, depois de ir à festa de 18 anos da garota levando de presente um colar de 6 mil euros (US$ 8.600), o que fez a sua esposa, Veronica, pedir o divórcio.

Quando perguntada sobre o que pensava das atenções dispensadas por seu pai a Letizia, Bárbara disse: "fiquei chocada. É uma coisa que nunca fez parte da minha vida. Nunca me relacionei com homens mais velhos. Não tenho experiência de laços psicológicos como esses," afirmou ela à revista.

Desde que o escândalo com Letizia veio à tona, Berlusconi também enfrenta acusações de sair com acompanhantes que seriam pagas para comparecer às suas festas. Ele nega ter pago por sexo, mas diz "não ser santo."

"Representantes políticos que são chamados para governar bem, tornar a sociedade próspera, também estão ali para salvaguardar os valores que representam", disse Bárbara. "Então eu não acredito que um político pode permitir a distinção entre sua vida pública e privada."

Os comentários de Barbara são mais um arranhão na imagem de Berlusconi. As pesquisas de opinião indicam que os escândalos ajudaram a diminuir a sua popularidade. Mas ele ainda desfruta de uma taxa de aprovação de 49% e de uma confortável maioria nas duas casas do Parlamento.

Além de Barbara, Berlusconi teve outros dois filhos com Veronica. Eles raramente falam em público, mas defenderam o pai em maio, quando estourou o escândalo.

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