Bruxelas, 30 abr (EFE).- O secretário-geral da Federação Internacional de Jornalistas (FIJ), Aidan White, denunciou hoje que Governos de países europeus vigiam o trabalho dos jornalistas do Velho Continente, o que, segundo sua opinião, põe em perigo o importante papel que esses informadores desempenham na democracia.

White defendeu que se generalizou na Europa a vigilância por parte das autoridades policiais de contas de e-mail e de ligações telefônicas de profissionais de comunicação sob o pretexto da segurança nacional e da luta contra o terrorismo.

Em entrevista coletiva realizada por ocasião do Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, que será celebrado no próximo domingo, o secretário-geral citou, concretamente, Dinamarca, Itália, Reino Unido e Alemanha, embora tenha dito que essa é uma tendência com registros em toda a Europa.

Além disso, acrescentou que os meios de comunicação europeus enfrentam vários desafios, como a crise econômica, as mudanças na forma de transmitir e receber a informação e a queda na venda de jornais.

Para White, estão ocorrendo "mudanças históricas" no mundo da imprensa que devem servir para "restaurar o papel dos meios de comunicação europeus" e, desse modo, "evitar que as democracias sofram um dano real".

No entanto, disse que, em todo o mundo, os Governos caem na "hipocrisia, na censura e na negligência", já que assumem compromissos e declarações para garantir a liberdade de imprensa que, finalmente, não cumprem.

A FIJ também apresentou durante a coletiva de imprensa de hoje seu relatório anual sobre a situação do jornalismo no mundo árabe.

O relatório lamenta a situação da região como consequência dos diferentes conflitos locais, assim como as legislações de determinados países que, em geral, limitam e inclusive, "castigam", os jornalistas.

A FIJ também anunciou que não participará das celebrações pelo Dia Mundial da Liberdade de Imprensa que a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) organizará na próxima semana no Catar. EFE aal/fr

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