FIDH pede interferência da ONU para evitar banho de sangue em Honduras

Paris, 23 set (EFE).- A Federação Internacional de Direitos Humanos (FIDH) fez hoje um apelo, em sua sede em Paris, ao Conselho de Segurança das Nações Unidas para que atue e evite um banho de sangue em Honduras.

EFE |

Por meio de um comunicado oficial, a entidade pede ao órgão da ONU que respalde as resoluções da Organização dos Estados Americanos (OEA) e exija "o fim da repressão e das violações de direitos humanos em Honduras pelo regime de fato".

Insistiu ainda para que o procurador-geral do Tribunal Penal Internacional (TPI) abra uma investigação por crime de perseguição política no país.

Além disso, a organização pede a determinação de um prazo para o Governo de fato restabeleça o destituído Manuel Zelaya de volta ao Executivo, sob pena de sanções econômicas contra os golpistas e empresários que os sustentem.

Segundo a FIDH, a violência e a repressão generalizada que tomou conta de Honduras nos últimos dias confirma mais uma vez que os golpistas não têm intenção nenhuma de respeitar as resoluções da OEA, nem de permitir um fim pacífico na atual crise.

Em 28 de junho, no mesmo dia em que Manuel Zelaya foi deposto e expulso do país pelos militares, o Parlamento nomeou Roberto Micheletti como novo presidente de Honduras.

Desde segunda-feira, Zelaya está na capital em Tegucigalpa refugiado na embaixada do Brasil. EFE pi/dm

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