FIDH condena o golpe de Estado na Mauritânia

Dacar, 6 ago (EFE) - A Federação Internacional das Ligas dos Direitos Humanos (FIDH) condenou o golpe de estado na Mauritânia e defendeu a expulsão do país de todas os organismos internacionais, incluindo a ONU, a União Africana (UA) e a Organização Internacional da Francofonia (OIF).

EFE |

Em comunicado divulgado em Dacar, a FIDH exige "o restabelecimento da ordem constitucional, a libertação imediata das personalidades políticas e a proteção da população civil" mauritana.

A Federação lembra que a Carta Magna da UA condena toda mudança anticonstitucional de Governo e pede à organização pan-africana, à ONU e à OIF que reprovem o golpe militar e imponham "sanções apropriadas" como a suspensão da Mauritânia de suas instâncias.

O presidente mauritano, Sidi Mohammed Ould Cheikh Abdallahi, e o primeiro-ministro, Yahya Ould Ahmed el-Waghef, foram detidos hoje por chefes do Exército, que anunciaram a criação de um "Conselho de Estado" presidido pelo chefe de Estado-Maior do Exército, general Mohamed Ould Cheikh Mohamed Ahmed Ghazouani.

O golpe militar aconteceu depois que o presidente mauritano ordenou a destituição do general Mohamed Abdel Aziz e de Ghazouani.

Forças do Exército mauritano ocuparam a sede da rádio e da televisão estatal e se mobilizaram em frente ao palácio presidencial e as principais sedes administrativas de Nuakchott, impedindo que os funcionários tivessem acesso às mesmas. EFE st/db

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