Fidel vê contradições entre ética e política de Obama

Havana, 4 fev (EFE).- O líder cubano Fidel Castro assegurou hoje que há contradições entre a ética e a política do novo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, em artigo divulgado pela imprensa.

EFE |

Fidel lembra que é sua segunda coluna "Reflexões" com comentários críticos sobre Obama em suas primeiras duas semanas de Governo, após a publicada na quinta-feira passada, na qual comentou o papel do novo presidente americano "dentro de um sistema que é a negação de todo princípio justo".

No novo artigo, intitulado "as contradições entre a política de Obama e a ética", Fidel se queixa de que há muitos que não gostam quando se faz críticas a alguém importante, ainda que se fale "com decência e respeito".

"Qualquer crítica minha é qualificada sem exceção de arremetida, acusação e outros substantivos similares", se lamenta o ex-presidente de 82 anos, cuja opinião sobre Obama contrasta com a de seu irmão Raúl, presidente de Cuba, e de outras lideranças da ilha.

Há dois dias, por exemplo, o presidente do Parlamento cubano, Ricardo Alarcón, disse à imprensa que Obama "era um homem sem dúvida alguma muito inteligente, que dá a impressão de ser honesto".

No novo artigo, Fidel pergunta a Obama se ele "renuncia ou não à prerrogativa como presidente dos EUA (...) de ordenar o assassinato de um adversário político estrangeiro, que costuma ser sempre de um país subdesenvolvido".

O que faria "caso algum de seus vários colaboradores lhe informassem alguma vez das tenebrosas ações que os presidentes, desde Eisenhower, fizeram (...) contra Cuba, incluindo a invasão mercenária de Girón, campanhas de terror, introdução de armas e explosivos em nosso território e outras ações parecidas?", questiona Fidel.

O líder cubano esclarece, no entanto, que não pretende culpar Obama "por feitos de seus antecessores presidenciais".

Após vários questionamentos sobre a atual crise econômica mundial e outros assuntos internacionais, Fidel aponta que poderia formular todos os dias perguntas similares, que não teriam "respostas fáceis". EFE am/rr

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