Fidel retoma artigos e alerta sobre guerras e mudança climática

'Diversos perigos nos ameaçam, mas dois deles, a guerra nuclear e a mudança climática, são decisivos', diz o ex-presidente cubano

EFE |

Reuters
Foto distribuída pela imprensa oficial cubana mostra Fidel Castro analisando candidatos ao Escritório Central do Partido Comunista (18/04)
O ex-presidente cubano Fidel Castro retomou suas "Reflexões" após quase dois meses de silêncio com um texto que alerta sobre as ameaças de guerra nuclear e os efeitos nocivos da mudança climática para a humanidade. 

O texto, publicado nesta quinta-feira pelo site oficial Cubadebate, tem o título de "A marcha em direção ao abismo" e foi divulgado após rumores de uma suposta piora do estado de saúde do líder cubano.

Leia também: Cuba culpa 'contrarrevolucionários necrófilos' por rumores de morte de Fidel

O ex-mandatário de 85 anos, que delegou o poder a seu irmão Raúl Castro após se afastar em 2006 por causa de uma grave doença, não publicava seus textos desde 13 de novembro. Dessa vez, Fidel adverte sobre "a marcha em direção ao abismo" que enfrenta a espécie humana e se refere à ideia de um juízo final, mas ressalta o "dever elementar de lutar para adiar e, talvez impedir, esse dramático e próximo acontecimento no mundo atual".

"Diversos perigos nos ameaçam, mas dois deles, a guerra nuclear e a mudança climática, são decisivos e ambos estão cada vez mais longe de aproximar-se de uma solução", avalia. Sobre as ameaças bélicas, assinala que "os riscos da explosão de uma guerra com uso de armas nucleares aumentam à medida que a tensão cresce no Oriente Médio, onde nas mãos do governo de Israel se acumulam centenas de armas nucleares em plena disposição combativa".

Fidel critica também "o palavreado demagógico, as declarações e os discursos da tirania imposta ao mundo" pelos EUA e seus aliados e a "débil posição" de Washington no "delicado assunto" do escudo nuclear europeu.

O líder cubano censura também a postura dos EUA diante dos acordos estabelecidos sob o Protocolo de Kyoto, seu papel no "esbanjamento" dos recursos energéticos e como "promotor" de guerras, e adverte que o planeta "marcha hoje sem política" quanto aos problemas climáticos.

No entanto, Fidel afirma que o verdadeiro assunto que motivou seu novo artigo foi seu conhecimento da existência do "gás de xisto", e menciona dados sobre as reservas mundiais e a exploração desse recurso.

O líder cubano avalia que são informações que "nenhum quadro político ou pessoa sensata devem ignorar" e detalha dados de estudos sobre os efeitos ambientais que pode provocar a exploração desse combustível.

    Leia tudo sobre: cubafidel castroraúl castro

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG