Fidel reforça figura de Raúl Castro como único líder de Cuba

Buenos Aires, 12 mar (EFE).- O ex-presidente cubano Fidel Castro afirmou ao sociólogo argentino Atilio Borón que há uma só direção no país, e que falou sobre as mudanças no gabinete de seu irmão Raúl para enfrentar o vozerio internacional.

EFE |

"Neste momento, a responsabilidade de governar é do meu irmão, não minha", destacou Fidel em uma conversa que manteve no sábado com Borón, segundo disse o argentino em entrevista publicada hoje pelo jornal "Clarín".

O sociólogo, que participou, em Cuba, de um fórum sobre globalização, contou que, no sábado, estava em um restaurante de Havana quando, surpreendentemente, foi avisado de que Fidel o esperava nessa mesma tarde, e que passariam para buscá-lo e levá-lo ao encontro do ex-líder.

Durante a conversa e em referência à reestruturação feita no Governo cubano na semana passada, Fidel, de acordo com Borón, afirmou que "não podia permanecer indiferente perante o vozerio da imprensa internacional, que começou a falar de um conflito entre as pessoas de Fidel e as pessoas de Raúl".

Borón disse que, bem diferente da "pessoa doente" que esperava encontrar, na reunião com Fidel pôde comprovar que o líder cubano, de 82 anos, nada, escreve, estuda Charles Darwin e permanece "muito conectado" com a realidade.

Durante a conversa, o ex-presidente de Cuba se mostrou preocupado com o impacto da crise global na América Latina, já que "pensa que o processo de certo deslocamento em direção à esquerda dos últimos anos estará comprometido" e "teme que venha um refluxo de direita", disse o sociólogo.

A partir do que conversou com Fidel, o argentino teve a "impressão de que sente uma certa simpatia por (Barack) Obama, mas sem ilusões".

Segundo o líder cubano, o presidente dos Estados Unidos "em breve vai descobrir que a Presidência é uma coisa, e o império, outra".

EFE hd/db

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