Fidel recebe Cristina e coloca fim a rumores sobre seu estado de saúde

Havana, 21 jan (EFE).- O ex-presidente cubano Fidel Castro recebeu hoje a governante argentina, Cristina Fernández de Kirchner, em sua primeira atividade conhecida há mais de um mês, e colocou fim aos boatos que circularam nas últimas semanas em outros países sobre seu estado de saúde.

EFE |

Fidel Castro, de 82 anos e que desde meados de dezembro não publica suas "Reflexões", também não tinha recebido nenhum chefe de Estado desde que, em novembro, foi visitado pelo russo Dmitri Medvedev.

Fontes diplomáticas informaram à Agência Efe que a reunião aconteceu antes de Cristina participar de uma recepção na embaixada argentina em Havana, último ato na agenda de sua visita a Cuba, que começou no domingo.

A presidente argentina conversou com Fidel, que, conforme afirmou Cristina ao chegar à delegação, tinha acompanhado o discurso que ela fez na terça-feira na Universidade de Havana, disseram as fontes.

As fontes ressaltaram que o ex-líder, que desde julho de 2006 se recupera de uma grave doença intestinal que não permite que apareça em público, afirmou que tinha gostado do discurso, no que Cristina qualificou de um encontro "emocionante".

A falta dos frequentes artigos de Fidel Castro, inclusive em datas importantes como o 50º aniversário da Revolução Cubana, em 1º de janeiro, ou a entrada da ilha, em dezembro, no Grupo do Rio, originaram boatos sobre seu estado de saúde.

Também não houve "Reflexão" do líder cubano quando o país recebeu o respaldo quase unânime nas três cúpulas que ocorreram em meados de dezembro em Costa do Sauípe, na Bahia, com apelos ao novo chefe da Casa Branca, Barack Obama, para que elimine o embargo dos Estados Unidos à ilha desde 1962.

O fato de Fidel não ter se reunido com os presidentes do Panamá, Martín Torrijos, e do Equador, Rafael Correa, durante suas visitas oficiais a Havana nas primeiras semanas deste mês, também originou comentários.

O governante venezuelano, Hugo Chávez, avivou as versões, ao declarar no dia 11 que "o Fidel que percorria as ruas e cidades de madrugada (...), com o uniforme e abraçando as pessoas, não voltará, ficará na lembrança".

"Fidel vai viver, como está vivo, e viverá sempre, além da vida física", destacou Chávez.

A presidente argentina esteve em Cuba em visita oficial de três dias e, esta tarde, partiu para a Venezuela, para se reunir com Chávez. EFE am/db

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