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Fidel qualifica de lixo puro relatório da OEA sobre d.humanos

Havana, 8 mai (EFE).- O ex-presidente cubano Fidel Castro qualificou de lixo puro o relatório da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) sobre a situação dos direitos fundamentais na América Latina em um novo artigo de reflexão intitulado Outra vez a podre Organização dos Estados Americanos (OEA).

EFE |

"Conseguimos pela internet uma cópia do acordo contra Cuba. Lixo puro. Dedica-se à boataria contrarrevolucionária. É longo, ao estilo dos do Departamento de Estado (americano), paradigma político e chefe da OEA", afirma Fidel no artigo disponibilizado hoje no site cubadebate.cu.

O relatório anual da CIDH, organismo autônomo da organização, foi divulgado na quinta-feira e manteve Colômbia, Cuba, Venezuela e Haiti na lista de países latino-americanos que precisam melhorar a defesa e o cumprimento dos direitos humanos.

Sobre Cuba, afirma, entre outras coisas, que as restrições aos direitos políticos, à liberdade de expressão e de pensamento, à ausência de eleições e de independência do Poder Judiciário configuram "uma situação permanente de transgressão (...) dos direitos fundamentais dos cidadãos" cubanos.

"Cabe perguntar a essa desavergonhada instituição que, se nós fomos expulsos da OEA por proclamar nossas convicções e não somos membros dessa instituição, que direito tem de nos julgar?", afirma o ex-líder cubano, ao questionar se a organização faria o mesmo com a China, o Vietnã e outros países comunistas.

Fidel ressalta que, por outro lado, os Estados Unidos sim fazem parte da organização e "jamais" foram condenados.

"Sequer pelos crimes de genocídio cometidos por (o ex-presidente George W.) Bush, que custaram a vida de milhões de pessoas? Não, nunca, como vai cometer essa injustiça. Sequer as torturas da Base de Guantánamo? Que nós saibamos, nem uma palavra", critica o ex-presidente cubano.

Em relação à liberdade de expressão, Fidel lembra que, na ilha, "não se reconhece a propriedade privada sobre os veículos de comunicação", e ressalta que "sempre foram os donos destes os que determinaram o que se escrevia e quem escrevia, o que se transmitia ou não, o que se exibia ou não".

"Para questionar o papel de Cuba nesse terreno, teria que começar a reconhecer, sem rodeios, que esta foi a nação que mais fez pela educação, a ciência e a cultura, entre todos os povos do planeta, e seu exemplo é seguido hoje por outros Governos revolucionários e progressistas", afirma o ex-presidente. EFE jlp/db

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