Fidel pede que Farc libertem reféns, mas não que renunciem às armas

Havana, 6 jul (EFE).- O líder cubano Fidel Castro pediu às Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) a libertação dos seqüestrados que ainda têm em seu poder em novo artigo de reflexões, publicado hoje na imprensa local, mas diz que não pede que a guerrilha colombiana renuncie às armas.

EFE |

Fidel, que completa 82 anos em agosto, comemorou na sexta-feira a libertação da ex-candidata presidencial colombiana Ingrid Betancourt e de outros 14 reféns em outro artigo, no qual afirmou que eles "nunca deveriam ter sido seqüestrados" nem submetidos a condições "objetivamente cruéis".

"Critiquei com energia e franqueza os métodos objetivamente cruéis do seqüestro (...), mas não estou sugerindo a ninguém para depor as armas, se nos últimos 50 anos os que o fizeram não sobreviveram à paz", escreve Fidel no artigo publicado hoje.

Fidel, que deixou a Presidência de Cuba em fevereiro após quase meio século no poder, sugere às Farc que declarem "por qualquer via ao Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) a disposição de libertar os seqüestrados e prisioneiros que ainda estão em seu poder, sem condição alguma".

"Não pretendo ser ouvido, cumpro o dever de expressar o que penso", afirma Fidel, que destaca que não é a favor da "intervenção militar estrangeira nem da política de força que os Estados Unidos pretendem impor a todo custo e a qualquer preço a esse sofrido e laborioso povo".

"Nunca apoiarei a paz romana que o império pretende impor na América Latina", acrescenta.

O Exército da Colômbia resgatou nesta quarta-feira Betancourt, os americanos Thomas Howes, Keith Stansell e Marc Gonsalves, e 11 policiais e militares, na Operação Xeque.

Nessa operação, também foram presos dois guerrilheiros das Farc que mantinham o grupo de seqüestrados. EFE jlp/wr/an

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