Fidel passeia por Havana, diz Chávez

CARACAS - Após dois anos e meio sem aparecer em público, o líder cubano Fidel Castro passeou pelas ruas da capital Havana, e as pessoas choraram ao reconhecê-lo, disse na sexta-feira o presidente da Venezuela, Hugo Chávez.

Redação com Reuters |

Amigo íntimo do lendário revolucionário cubano, Chávez passou várias horas com Fidel em Cuba no último fim de semana, e disse que o encontrou no seu melhor estado de saúde desde que se afastou do poder por ter adoecido e sofrido uma cirurgia intestinal, em julho de 2006.

O relato de Chávez sobre o passeio de Fidel, junto com comentários de outros dignitários estrangeiros que o visitaram nas últimas semanas, sugerem efetivamente uma melhora no estado de saúde do ex-presidente, 82. Ele foi formalmente substituído por seu irmão Raúl como chefe de Estado há pouco mais de um ano.

"Fidel saiu e o viram, Fidel andando nas ruas de Havana, um milagre, as pessoas choravam", disse Chávez num ato público em seu país. "É claro que ele planejou para que não houvesse registro disso. Mas há algumas fotos que eu vi. Eu me considero privilegiado", disse Chávez, sem informar quando o passeio ocorreu.

O socialista Chávez é o principal benfeitor de Cuba, para a qual fornece petróleo subsidiado, uma ajuda que permitiu ao regime comunista da ilha superar o "período especial" provocado pelo fim da União Soviética.

Chávez frequentemente troca cartas com Fidel, que nas últimas semanas foi visitado também por outros presidentes latino-americanos. O governo cubano costuma divulgar imagens dessas visitas posteriormente. Em algumas delas, Fidel aparecia magro e com andar hesitante.

As autoridades locais e a imprensa estatal raramente dão detalhes sobre a saúde do "comandante". Já Chávez costuma fazer relatos detalhados, que em geral se mostram precisos, sobre o homem a quem se refere como um pai.

Em janeiro, Chávez alimentou rumores de que seu amigo teria piorado ou mesmo morrido, ao dizer no seu programa dominical de rádio que o Fidel que "andava nas ruas e cidades ... abraçando as pessoas não irá voltar, isso ficará na lembrança".

Em 1º de janeiro deste ano, Fidel não compareceu às celebrações dos 50 anos da revolução que o levou ao poder. Os rumores de sua morte também foram alimentados por várias semanas de hiato nos seus artigos na imprensa cubana.


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