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Fidel faz alerta a teóricos do acesso fácil a bens de consumo

O ex-presidente cubano Fidel Castro fez um alerta aos teóricos do acesso fácil aos bens de consumo e criticou os que cultuam o egoísmo em um novo artigo de reflexões divulgado hoje na imprensa oficial de seu país.

EFE |

O líder cubano se refere entre outros pontos a uma informação publicada na imprensa cubana sobre as grandes fortunas e desigualdades que hoje existem na Romênia e diz que "ali havia teóricos do acesso fácil aos bens de consumo, como os que há em Cuba".

"Olhos e ouvidos imperiais atentos a estes sonhos", alerta Fidel em seu artigo intitulado "Bush, os milionários, o consumismo e o subconsumo".

Além disso, acusa o "colossal aparelho do império pela desinformação" de dizer na mensagem que enviou em 2 de abril ao congresso da União de Escritores e Artistas de Cuba (Uneac) que é contra os computadores, cuja venda aos cidadãos cubanos foi autorizada pelo Governo de Raúl Castro a partir de primeiro de abril.

Raúl Castro levantou ainda as restrições que impediam a compra de aparelhos como DVDs, televisores e ciclomotores elétricos aos particulares cubanos e instituiu uma linha de telefonia celular.

"(Esta imprensa) afirmou que Fidel criticava o uso da computação, pois se tratava de uma pessoa afastada da realidade", afirma o ex-presidente.

Neste sentido, disse que o ministro de Cultura, Abel Prieto, em discurso no Congresso há uma semana, "respondeu brilhantemente à intriga, lembrando os mais de 600 Jovens Clubes de informática que foram criados na ilha nos últimos 20 anos e hoje formam mais de 200 mil cubanos como técnicos em computação a cada ano".

Além disso, ele lembrou que Cuba forma 1.600 engenheiros nesta especialidade por ano e afirma que, "se o império retomasse o controle sobre Cuba, não restaria uma só escola de ensino superior criada pela Revolução para oferecer este direito a todos os jovens".

"Mandar a maioria cortar cana é sua política declarada. Tentar roubar os talentos artísticos e científicos já criados", afirma.

O ex-presidente, de 81 anos, fez referência a outra notícia que saiu na imprensa cubana sobre as atividades comerciais ilegais que existem nas lojas das estradas de seu país conhecidas em Cuba como "conejitos".

O chefe da revolução chama os atravessadores de "quinta coluna" e diz que a mercadoria que distribuem foram roubadas de fábricas, transportadoras, centros de armazenagem e de distribuição.

"Os que escondem o egoísmo sem restrição alguma por parte do Estado, a quem chamam de perturbador, não poderiam jamais construir uma obra social sólida e duradoura", afirmou.

"Não é proibido pensar, também não é proibido sonhar, mas pensando não faz mal a ninguém. Sonhando é possível afundar um país ou mais ainda: a própria espécie", acrescenta.

Fidel fala também da Guerra do Iraque, da qual diz: "não é necessário provar que o massacre prossegue com ódio crescente" e se refere ao encontro entre os presidentes da Rússia, Vladimir Putin, e dos EUA, George W. Bush.

"Bush declara que olhou nos olhos de Putin e leu seu pensamento - como faz com o teleprompter -, mas não explicou se escrito em inglês ou em russo", concluiu.

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