Havana, 21 abr (EFE).- O ex-presidente cubano Fidel Castro reclamou hoje da euforia que expressaram alguns dos participantes da Cúpula de Port of Spain, em artigo no qual critica o documento final da reunião para apoiar a Organização dos Estados Americanos (OEA), que ele já chamara de infame, dias atrás.

Ele disse que fez um "grande esforço" para descobrir por que a Cúpula das Américas do fim de semana, em Trinidad e Tobago, foi considerada por alguns presidentes, como o mexicano Felipe Calderón e o panamenho Martín Torrijos, "a mais extraordinária" que já houve.

"'Algum milagre deve ter sido feito', pensei. A pedra filosofal foi descoberta", ironiza Fidel Castro em sua nova nota da série "Reflexões", publicada pela imprensa cubana -toda ela oficial.

Em tom irônico, o ex-presidente, de 82 anos, diz que "(a OEA) constitui sempre um instrumento dócil dos Estados Unidos? Jamais! Morreu um só latino-americano ou caribenho por culpa sua? Nem um só!".

"São calúnias do castro-comunismo emanadas de Cuba, país expulso da OEA porque proclamou o marxismo-leninismo, onde nunca houve uma eleição, ninguém vota nem é eleito", continua Fidel, que, de fato, governou Cuba por 49 anos, sem permitir eleições para sua sucessão e passou o poder ao irmão, Raúl Castro, há um ano.

A "Reflexão", intitulada "Sonhos delirantes", segue assinalando que se o regime de Havana não mudar, "o Governo desinteressado e nobre desse país (EUA) não venderá a Cuba nem uma aspirina". EFE am/jp

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