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Fidel esnoba OEA e qualifica organização de lixo

Havana, 14 abr (EFE).- O líder cubano Fidel Castro respondeu hoje ao secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), Miguel Insulza, e afirmou que o país não deseja voltar para essa instituição, a qual qualificou de infame e lixo no terceiro artigo que publica em 18 horas.

EFE |

"Insulza afirma que, para entrar na OEA, Cuba tem primeiro que ser aceita pela instituição. Ele sabe que nós não queremos sequer escutar o infame nome", diz o ex-presidente no artigo, divulgado pela imprensa oficial.

A OEA "não prestou um só serviço a nossos povos; é a encarnação da traição. Se forem somadas todas as ações agressivas das quais foi cúmplice, estas alcançam centenas de milhares de vidas e acumulam dezenas de anos violentos", acrescenta Fidel.

Para o líder cubano, "a OEA tem uma história que recolhe todo o lixo de 60 anos de traição aos povos da América Latina".

Fidel respondeu a declarações nas quais Insulza afirma que "Cuba deve expressar claramente o compromisso com a democracia se quer voltar à OEA, como exige um crescente grupo de Governos latino-americanos".

Cuba foi excluída da OEA em 1962, dias antes de o então presidente americano, John F. Kennedy, ordenar o embargo comercial contra o país.

O ex-presidente cubano afirma que Insulza "inclusive ofende" ao acreditar que Cuba deseja "ingressar na OEA".

"O bonde já passou há muito tempo, e Insulza não percebeu ainda.

Algum dia, muitos países pedirão perdão por ter pertencido a ele", acrescenta o artigo.

O líder cubano dedica também algumas palavras à greve de fome do presidente da Bolívia, Evo Morales. Segundo Fidel, o boliviano "obteve uma clara e contundente vitória" sobre a oposição com o ato, com o qual pretendia realizar novas eleições nas quais espera ser reeleito. EFE am/db

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