Fidel elogia militares que pediram que Obama liberasse viagens a Cuba

Havana, 16 abr (EFE).- O líder cubano Fidel Castro elogiou hoje comandantes militares nos Estados Unidos que pediram ao presidente desse país, Barack Obama, para eliminar a proibição de viajar a Cuba para todos os americanos, e não só para os que têm família na ilha, como anunciado na segunda-feira.

EFE |

Em um novo artigo das "Reflexões", Fidel cita uma carta enviada a Obama pelos militares, na qual argumentam que o embargo comercial e financeiro que Washington aplica a Cuba desde 1962 não serve aos propósitos políticos e de segurança de Washington.

"Eles não acham que Cuba seja uma ameaça à segurança dos Estados Unidos, como tentaram nos apresentar diante da opinião pública americana", afirma.

"Foram os Governos desse país que transformaram a base de Guantánamo em refúgio de contrarrevolucionários ou emigrantes. Pior que tudo isso, transformaram-na em um centro de torturas que a tornaram famosa como símbolo da negação mais brutal dos direitos humanos".

O líder cubano, de 82 anos, afirma que "as cartas influem e têm peso na política dos Estados Unidos, já que não se trata, neste caso (Obama), de um político corrupto, mentiroso e ignorante como seu antecessor (George W. Bush), que odiava os avanços sociais do New Deal".

"Não tememos dialogar, não precisamos inventar inimigos, não tememos o debate de ideias", acrescenta Fidel, que não aparece em público desde julho de 2006, mas publica frequentes "Reflexões", reproduzidas pela imprensa cubana. EFE am/an

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