Fidel elogia ex-vice-presidentes e nega cassação

Havana, 25 mar (EFE).- O líder cubano Fidel Castro elogiou hoje os ex-vice-presidentes do Conselho de Ministros Osmany Cienfuegos e Pedro Miret, que deixaram o Governo no começo do mês na remodelação de gabinete do atual presidente, Raúl Castro, e esclareceu que eles não foram cassados.

EFE |

Fidel assinala em um novo artigo de sua série "Reflexões", divulgado pela imprensa oficial, que os dois veteranos da revolução cubana tinham deixado suas funções há mais tempo. Miret por motivos de saúde, e Cienfuegos "muitos anos antes" que o próprio líder da ilha, que abandonou o poder em julho de 2006.

"O companheiro Raúl Castro, presidente do Conselho de Estado, não tem responsabilidade alguma nisto. Nos dois casos se tratou apenas de um trâmite legal", disse Fidel, que acusou a agências internacionais que divulgaram a notícia de ser "próximas à política imperialista dos Estados Unidos".

O anúncio oficial da saída de Miret e Cienfuegos do Governo ocorreu nesta terça-feira, no jornal "Gazeta Oficial", com a publicação na íntegra do decreto que continha as mudanças do Conselho de Ministros aprovados por Raúl Castro no dia 2 de março.

"Pedro Miret é um magnífico companheiro, com grandes méritos históricos, a quem todos respeitamos e por quem sinto grande afeto.

Faz muitos anos que, por razões de saúde, ele não pode ocupar qualquer cargo", disse Fidel.

"A lenta progressão de sua doença deu lugar ao fim progressivo de sua atividade política. Não é justo apresentá-lo como um 'cassado', sem qualquer consideração", acrescentou.

Sobre Cienfuegos, o líder da revolução diz que "realizou importantes tarefas, não só como vice-presidente do Conselho de Ministros, mas também como membro do Partido ou cumprindo instruções minhas quando era Comandante-em-Chefe".

"Sempre foi e continuará sendo um revolucionário. Suas funções foram diminuindo progressivamente, muito antes que eu mesmo adoecesse. Já não exercia o cargo de vice-presidente do Conselho de Ministros", assinalou.

Raúl Castro anunciou no dia 2 de março a maior reestruturação do Governo cubano dos últimos 15 anos, com a saída de oito ministros, quatro vice-presidentes do Conselho de Ministros, e a fusão de quatro pastas ( no sentido de ministério ) em duas. EFE jlp/mh

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