Fidel elogia aspectos da gestão de Obama

Havana, 25 ago (EFE).- O líder cubano Fidel Castro, num artigo publicado hoje, elogiou alguns aspectos da gestão do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, no qual disse que a direita americana odeia o chefe de Estado por ele ser negro e tenta desgastá-lo e tirá-lo do jogo.

EFE |

"Não tenho a menor dúvida de que a direita racista fará todo o possível por desgastá-lo, impondo obstáculos ao seu programa para tirá-lo do jogo por um ou outro caminho, ao menor custo político possível", escreveu Fidel no texto intitulado "Tomara que eu esteja enganado", publicado na coluna "Reflexões".

"É evidente um desgaste sistemático da influência do presidente Obama", disse o líder cubano, que acaba de completar 83 anos e recentemente apareceu em fotos e vídeos, três anos depois de se afastar da Presidência e da vida pública em decorrência de uma doença.

Fidel disse apoiar o projeto de reforma da saúde promovido por Obama, assim como o aumento do controle fiscal e os passos dados pelo presidente americano para reduzir as emissões de gases poluentes. Porém, destacou que nada disso "põe em questão o sistema de domínio capitalista imperialista".

No artigo, o líder cubano também escreveu que "Obama nasceu, se educou, fez política e foi bem-sucedido dentro do sistema capitalista imperialista dos Estados Unidos". Por conta disso, "não desejaria nem conseguiria mudar o sistema".

"O curioso é que, apesar disso, a extrema-direita o odeia por ser afro-americano e combate o que o presidente faz para melhorar a imagem deteriorada do país", acrescenta o texto.

Segundo Fidel, a crise econômica, o conflito no Iraque e outros erros do ex-presidente americano, George W. Bush, tornaram possível a eleição de Obama "numa sociedade tradicionalmente racista" Muitos "se entusiasmaram com a ideia de que haveria mudanças na política externa dos Estados Unidos. No entanto, bastaria um elementar conhecimento da realidade para ninguém se iludir", acrescentou.

"A estratégia de retirar as tropas do Iraque e de enviá-las ao Afeganistão para lutar contra os talibãs é um erro. Ali se afundou a União Soviética", lembrou o líder cubano. EFE am/sc

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