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Fidel diz que Zelaya foi pressionado nos EUA a negociar humilhante perdão

Havana, 11 jul (EFE).- O líder cubano Fidel Castro afirmou hoje que, em Washington, o deposto presidente de Honduras, Manuel Zelaya, foi pressionado para que negociasse um humilhante perdão pelas ilegalidades atribuídas a ele, e que esse país está ocupado pelas Forças Armadas dos Estados Unidos.

EFE |

Em artigo intitulado "Morre o golpe ou morrem as Constituições", Fidel diz que, enquanto o líder americano, Barack Obama, declarava que o único presidente constitucional de Honduras é Zelaya, "em Washington, a extrema direita e os falcões manobravam para que este negociasse o humilhante perdão".

"Era óbvio que esse ato significaria perante os seus e perante o mundo seu desaparecimento do cenário político", adverte a Zelaya a nova coluna da série "Reflexões", divulgada pela imprensa oficial cubana.

"Não seria compreensível que Zelaya admita agora manobras dilatórias que desgastariam as consideráveis forças sociais que o apoiam", comenta Fidel sobre o diálogo na Costa Rica de enviados dos dois lados hondurenhos, desqualificado também pelo governante venezuelano, Hugo Chávez.

O ex-presidente de 82 anos, que não aparece em público por causa de uma doença desde 2006, afirma que "Honduras é hoje não só um país ocupado pelos golpistas, mas também um país ocupado pelas Forças Armadas dos Estados Unidos".

Segundo ele, a base militar de Soto Cano, a 100 quilômetros de Tegucigalpa, foi utilizada pelo coronel americano Oliver North "quando dirigiu a guerra suja contra a Nicarágua", e Washington dirigiu dali "ataques contra os revolucionários salvadorenhos e guatemaltecos".

"Ali se encontra a 'Força de Tarefa Conjunta Bravo' dos Estados Unidos, composta por elementos das três armas, que ocupa 85% da área da base", acrescenta.

"Soto Cano é igualmente sede da Academia da Aviação de Honduras.

Parte dos componentes da força de tarefa militar dos Estados Unidos é integrada por soldados hondurenhos. Qual é o objetivo da base militar, dos aviões, dos helicópteros e da força-tarefa dos EUA em Honduras?", pergunta Fidel.

"Sem dúvida, serve unicamente para utilizá-la na América Central.

A luta contra o narcotráfico não requer essas armas", disse.

Fidel adverte que, se Zelaya não voltar a seu cargo, "uma onda de golpes de Estado ameaça varrer muitos Governos da América Latina, ou estes ficarão à mercê dos militares de extrema direita, educados na doutrina de segurança da Escola das Américas".

"A autoridade de muitos Governos civis na América do Sul e Central ficaria debilitada. Não estão muito distantes aqueles tempos tenebrosos. Os militares golpistas nem sequer prestariam atenção à administração civil dos Estados Unidos. Pode ser muito negativo para um presidente que, como Barack Obama, quer melhorar a imagem desse país", adverte Fidel. EFE am/an

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