menos belicosos - Mundo - iG" /

Fidel diz que mudança de Governo não tornará EUA menos belicosos

Havana, 14 nov (EFE) - O ex-presidente cubano Fidel Castro disse hoje que são ingênuos os que sonham e acham que a chegada do democrata Barack Obama à Casa Branca tornará os Estados Unidos menos belicosos, e insistiu em que a ilha não voltará ao capitalismo. Muitos sonham que, com uma simples mudança de comando na Chefia do Império, esse seria mais tolerante e menos belicoso. O desprezo por seu atual governante (George W.

EFE |

Bush) leva a ilusões da provável mudança do sistema", diz um artigo de Fidel divulgado pela imprensa oficial.

"Não se sabe ainda o pensamento mais íntimo do cidadão que tomará o Governo sobre o tema. Seria sumamente ingênuo crer que as boas intenções de uma pessoa inteligente poderiam mudar o que séculos de interesses e egoísmo criaram. A história humana demonstra outra coisa", afirma.

Por outra parte, Fidel critica o fato de que alguns dos Governos que apóiam a ilha, "a julgar por declarações recentes, não deixam de incluir nas mesmas (declarações) o que fazem para facilitar a transição em Cuba".

"Transição para onde?", questiona o ex-líder, e responde: "Para o capitalismo, único sistema no qual religiosamente crêem".

Fidel lamenta que esses governantes amigos "também se esquecem de que, depois das vidas ofertadas e tanto sacrifício defendendo a soberania e a Justiça, não podem oferecer a Cuba na outra margem o capitalismo".

Esses líderes, diz, "flertam com os Estados Unidos, sonhando que os ajudarão a resolver seus próprios problemas econômicos injetando valores fabulosos de moedas de papel a suas cambaleantes economias, que sustentam a troca desigual e abusiva com os países emergentes".

Segundo o ex-líder, na Cúpula de Chefes de Estado e de Governo do Grupo dos Vinte (G20, formado pelos países mais ricos e principais emergentes) realizada este fim de semana em Washington, "os recursos naturais não renováveis do planeta e a ecologia sequer são mencionados".

"Não se exige o fim da corrida armamentista e a proibição do uso possível e provável de armas de extermínio em massa", acrescenta o artigo.

"Nenhum dos que participarão (...) disse uma palavra sobre a ausência de mais de 150 Estados com iguais ou piores problemas, que não terão direito de dizer uma palavra sobre a ordem financeira internacional", criticou. EFE am/db

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG