Fidel diz que direita racista bloqueia avanços de Obama

HAVANA (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, está tentando realizar avanços positivos para seu país, mas é combatido a cada passo que dá por direitistas que o odeiam por ser negro, escreveu na terça-feira o ex-líder cubano Fidel Castro. Em uma coluna surpreendentemente conciliatória sobre Obama, Fidel disse que o presidente herdou muitos problemas de seu antecessor George W. Bush e que está tentando resolvê-los, mas que a poderosa extrema direita não se resigna a nenhuma medida que em um grau mínimo diminua suas prerrogativas.

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Fidel Castro escreveu que Obama não pretende mudar o sistema político e econômico dos EUA, mas "apesar disso, a extrema direita o odeia por ser afroamericano, e combate o que o presidente faz para melhorar a imagem deteriorada do país".

"Não guardo a menor dúvida de que a direita racista fará o possível para desgastá-lo, obstaculizando seu programa para tirá-lo do jogo por uma ou outra via, com menor custo político possível ... Tomara que eu me engane!", escreveu o ex-governante em sua coluna na página na Internet www.cubadebate.cu.

Fidel Castro escreve para meios estatais cubanos e tem criticado duramente Obama em certas ocasiões, ocasionalmente o elogia e também já disse que o observa rigorosamente para ver se é sincero com relação ao que disse sobre mudar a política do seu país com Cuba.

Obama declarou que pretende colocar um fim nos 50 anos de hostilidades entre Washington e a ilha caribenha e aliviar o embargo comercial que seu país impôs ao governo comunista.

O presidente dos EUA, no entanto, já disse que o embargo só será retirado se Cuba mostrar progressos com relação aos direitos humanos e os presos políticos, dois temas que o presidente Raúl Castro se propôs a discutir.

Fidel, com 83 anos, governou Cuba durante 49 anos depois de chegar ao poder com a revolução de 1959, mas deixou a presidência no ano passado, que passou a ser ocupada pelo seu irmão Raúl.

(Por Jeff Franks)

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