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Fidel descreve reunião magnífica com parlamentares dos EUA

HAVANA - O ex-presidente cubano Fidel Castro descreveu como magnífica a reunião de quase duas horas que manteve na terça-feira com três parlamentares norte-americanos que visitaram Cuba para explorar a possibilidade de um futuro diálogo.

Reuters |

Mas, em artigo publicado no final da noite de terça-feira no site www.cubadebate.cu, Fidel afirmou ter manifestado aos deputados que "as realidades objetivas eram (são), nos Estados Unidos, mais poderosas do que as sinceras intenções (do presidente Barack) Obama".

" Foi um magnífico encontro ", disse Fidel, de 82 anos, que está afastado do poder e da vida pública desde que adoeceu, há quase três anos.

Participaram da reunião os deputados Barbara Lee, Laura Richardson e Bobby Rush, três dos seis legisladores do Partido Democrata (governista) que encerraram na terça-feira uma visita de cinco dias a Cuba.

"Foi reconfortante o interesse e a profundidade com que expunham seus pontos de vista, a sinceridade e a qualidade das suas palavras, simples e profundas (...). É evidente que conhecem Obama e refletem confiança, segurança e simpatias com relação a ele", acrescentou o veterano revolucionário.

Na segunda-feira, os parlamentares haviam passado mais de quatro horas reunidos com o irmão caçula e sucessor de Fidel, Raúl Castro, e se disseram convencidos de que Cuba deseja fazer as pazes com os EUA após quase meio século de rompimento.

A presença da delegação a Cuba é parte de uma série de sinais de distensão, que incluem também promessas de Obama de atenuar as restrições em vigor contra a ilha -- especialmente viagens e remessas financeiras de cubanos residentes nos EUA.

O presidente norte- americano, no entanto, promete manter o embargo econômico, em vigor há 47 anos, até que haja uma democratização do país.

Fidel, que durante seu quase meio século de poder travou uma tenaz guerra ideológica contra dez presidentes norte-americanos, relatou que o deputado Rush lhe disse que "Obama pode melhorar as relações com Cuba, mas Cuba deve ajudar Obama".

"Eu lhe fiz uma pergunta sobre o sentido da sua afirmação (...). Não éramos agressores nem ameaçávamos os Estados Unidos. Cuba não dispunha de alternativa alguma que lhe permitisse tomar a iniciativa. Partíamos da segurança de que suas palavras eram sinceras, e havíamos afirmado isso publicamente antes e depois da sua eleição", escreveu.

Os deputados democratas disseram que transmitirão as impressões da viagem à Casa Branca.

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