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Fidel denuncia campanha imperialista para manchar Jogos Olímpicos de Pequim

Havana, 1 abr (EFE).- O ex-presidente cubano Fidel Castro afirmou hoje em sua coluna de reflexões que há uma campanha orquestrada contra a China pelo imperialismo para manchar os próximos Jogos Olímpicos.

EFE |

"Por que o imperialismo se empenha tanto em submeter a China, de forma direta ou indireta, a um desgaste internacional?", pergunta o líder cubano após fazer uma apresentação detalhada da história.

"A campanha orquestrada contra a China é como um toque de clarim chamando à degola para manchar o merecido êxito do país e seu povo como anfitriões dos próximos Jogos Olímpicos", afirma o Fidel.

O ex-presidente, que cedeu o comando a seu irmão Raúl Castro em 24 de fevereiro, lembra que "o Governo de Cuba emitiu uma declaração categórica de apoio à China, em respeito à campanha contra ela vinculada ao Tibete", e acrescenta que "a posição foi correta".

"A China respeita o direito dos cidadãos de crer ou não. Há neste país grupos de fiéis muçulmanos, cristãos católicos e não católicos e de outras crenças e dezenas de minorias étnicas, cujos direitos são garantidos pela Constituição", prossegue.

"Em nosso Partido Comunista (cubano) a religião não é obstáculo para ser militante. Respeito o direito à crença do Dalai Lama, mas não estou obrigado a crer nele", diz Castro.

"O Dalai Lama, condecorado com a Medalha de Ouro do Congresso dos Estados Unidos, elogiou George W. Bush por seus esforços em favor da liberdade, da democracia e dos direitos humanos", diz a coluna intitulada "A vitória chinesa" e divulgada pela imprensa cubana.

"A guerra no Afeganistão foi qualificada pelo Dalai Lama como 'uma libertação', a Guerra da Coréia como 'semilibertação' e a do Vietnã como 'um fracasso'", acrescenta o líder revolucionário cubano de 81 anos.

Fidel também diz que a China "é extremamente sensível a tudo o que se relaciona com a integridade de seu território" e aplaude o resultado das eleições de 23 de março em Taiwan, nas quais foi eleito presidente Ma Ying-jeou, do partido Kuomintang.

A eleição de Ma é "uma vitória política e moral da China" e "afasta do poder" em Taiwan o Partido Democrata Progressista (PDP), que "estava prestes a dar novos e funestos passos", acrescenta o artigo. EFE am/ev/fal

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