Havana - O ex-presidente cubano e atual primeiro-secretário do Partido Comunista de Cuba, Fidel Castro, afirmou nesta quarta-feira que Luis Ignacio Gómez foi destituído do cargo de Ministro da Educação porque perdeu energia e consciência revolucionária, apontando que participou da decisão.

"Apóio decididamente a decisão do Partido e do Conselho de Estado de substituir o ministro da Educação", disse em artigo publicado pela imprensa local.

Gómez "estava realmente esgotado. Tinha perdido energia e consciência revolucionária. Ele não devia ter feito seus últimos discursos e ter falado de futuros encontros de educadores do mundo, exaltando uma obra que foi fruto genuíno de numerosos quadros revolucionários e não pessoal, como pretendia que os convidados acreditassem".

Segundo Fidel, em dez anos, Gómez viajou ao exterior mais de 70 vezes. "Durante os três últimos chegou a fazer uma viagem por mês, utilizando sempre o pretexto da cooperação internacional de Cuba.

Por esse e outros motivos, já não se tem mais confiança nele", afirma o ex-presidente cubano.

Fidel elogiou a escolha da nova ministra da educação, Ana Elsa Velázquez Cobiella e disse que foi "consultado e informado plenamente", sobre o assunto.

"Assumo, portanto, a responsabilidade plena por esta decisão, sejam quais forem as reações e conseqüências", diz Fidel.

A destituição de Gómez foi a primeira mudança no Governo feita por Raúl Castro desde que ele assumiu a Presidência.

Durante os 19 meses em que Raúl Castro foi presidente interino, devido a problemas de saúde de seu irmão mais velho, tinham ocorrido mudanças em quatro ministérios: Informática e Comunicações, Transportes, Justiça e Recursos Hidráulicos. Ao assumir a presidência há dois meses, o general Castro, até então ministro das Forças Armadas, deixou o cargo para Julio Casas Regueiro.


As mudanças na ilha até agora:

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