Fidel critica Vargas Llosa e intelectuais reunidos em Caracas

Havana, 30 mai (EFE).- O ex-presidente cubano Fidel Castro chamou de flor e nata do pensamento oligárquico e contra-revolucionário os intelectuais, como o escritor peruano Mario Vargas Llosa, que participaram na sexta-feira de um fórum sobre liberdade em Caracas.

EFE |

"A flor e a nata do pensamento oligárquico e contra-revolucionário se reúne em Caracas para declarar por todos os meios que na Venezuela não há liberdade de imprensa", afirmou o líder cubano em artigo divulgado hoje e escrito na sexta-feira.

Fidel também citou como o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, convidou na sexta-feira o grupo "da oligarquia internacional a discutir" em uma edição especial de seu programa de rádio e televisão "Alô presidente", em um debate que, após muita polêmica, não vai acontecer.

Outro a falar do assunto foi o vice-presidente da Bolívia, Álvaro García Linera, que tachou hoje o encontro de intelectuais liberais de "reunião de café que tenta agrupar uma geração fracassada e nostálgica da direita".

Em coletiva de imprensa, García Linera disse sentir "um pouco de compaixão intelectual" pelos participantes dessa "reunião nostálgica no momento em que desaba a infraestrutura dessa ideologia neoliberal".

Chávez e vários intelectuais liberais, entre eles Vargas Llosa, protagonizaram ontem uma longa troca de declarações e réplicas sobre um debate sobre política, após uma proposta inicial do líder venezuelano.

Vargas Llosa, o ex-chanceler mexicano Jorge Castañeda e o escritor Enrique Krauze, também mexicano, mostraram disposição em ir ao debate, mas com a condição de falar com Chávez e não com os intelectuais partidários do socialismo com os quais o presidente queria organizar o evento.

Já no final de sexta-feira, o escritor peruano considerou que a proposta de Chávez "nunca foi séria".

Fidel Castro também qualificou Chávez em seu artigo de "educador infatigável", e ressaltou que o presidente venezuelano "não vacila em descrever o que significa o capitalismo" e desmonta "uma a uma todas as mentiras" desse pensamento. EFE arj/rr

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