Fidel critica indenização bilionária a envolvido na morte de Che

Havana, 31 mai (EFE).- O ex-presidente cubano Fidel Castro criticou hoje a indenização de mais de US$ 1 bilhão concedida por um juiz dos Estados Unidos a um ex-agente da CIA (agência de inteligência americana) envolvido na captura e morte do guerrilheiro argentino Ernesto Che Guevara.

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Em um novo artigo na coluna "Reflexões", Fidel ironiza ao dizer que se afirmasse que nos EUA "reina o caos", diriam que é exagero, que "é uma democracia onde existe justiça, respeito aos direitos humanos e a divisão de poderes".

"Claro que não estou me referindo à acesa defesa do (ex-vice-presidente dos Estados Unidos Dick) Cheney sobre o direito a torturar, nem ao discurso pronunciado pelo (ex-líder George W.) Bush em Toronto enquanto centenas de manifestantes pediam que fosse julgado como criminoso de guerra", acrescenta Fidel.

"Mas caso abram o volume de despachos noticiosos, vão se assombrar", continua Fidel, citando agências de notícias internacionais sobre a indenização bilionária.

O juiz Peter Adrien, de Miami, decidiu esta semana a favor de Gustavo Villoldo, que processou Fidel Castro e Guevara pelo suicídio de seu pai em Cuba, pouco depois do triunfo da revolução cubana em 1959.

Villoldo, de 72 anos, foi agente da CIA e participou da captura do Che na Bolívia, em 1967.

No processo o ex-agente disse que seu pai ingeriu um vidro de pílulas para dormir três semanas depois de Guevara, então presidente do banco central de Cuba, ter comunicado que sua empresa, distribuidora de veículos da General Motors, seria confiscada pelo Governo. EFE am/rr

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