Fidel critica Cheney por justificar tortura

Havana, 27 mai (EFE).- O ex-presidente cubano Fidel Castro afirmou hoje que a tortura não pode ser justificada, em artigo no qual critica o ex-vice-presidente americano Dick Cheney por defender seu uso em interrogatórios de prisioneiros.

EFE |

"Por mais dolorosas que tenham sido as ações contra o povo dos Estados Unidos no 11 de Setembro, que todo o mundo condenou com energia, a tortura é um ato covarde e vergonhoso que não pode ser jamais justificado", escreveu Fidel em um novo artigo divulgado pela imprensa oficial.

O ex-governante de 83 anos comentou um discurso pronunciado na quinta-feira passada por Cheney, no qual respondeu a outro do presidente americano, Barack Obama.

"Inicialmente, pensei que poderia ser um desafio aberto ao novo presidente, mas quando li a versão oficial compreendi que a rápida resposta tinha sido elaborada previamente", assegurou Fidel, que acrescentou que Cheney elaborou seu discurso "com cuidado, em tom respeitoso e às vezes adocicado".

Segundo o líder cubano, o mais importante do discurso do ex-vice-presidente "foi a defesa da tortura como método para obter informação em determinadas circunstâncias".

"Sou obrigado a lembrar, no entanto, que o terrorismo não caiu do céu: foi o método idealizado pelos Estados Unidos para combater a Revolução Cubana", afirmou Fidel, que acrescentou que em Cuba "jamais se torturou ninguém para obter informação".

O ex-governante disse ainda que o general Dwight Eisenhower, presidente dos EUA entre 1953 e 1961, foi "o primeiro a utilizar o terrorismo" em Cuba após o triunfo da revolução. EFE rmo/mh

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