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Fidel considera advertência dos EUA como humilhante e prepotente

Havana, 2 jun (EFE).- O ex-presidente cubano Fidel Castro considerou hoje como humilhante e prepotente a advertência do Governo dos Estados Unidos de que só haverá um diálogo aberto com Havana quando a ilha promover mudanças sobre direitos humanos e movimentos rumo à democracia.

EFE |

Em um novo artigo, Fidel comenta notícias de agências internacionais que citam um funcionário do Governo americano o qual anunciou na sexta-feira que Cuba aceitou reabrir as negociações bilaterais sobre migração e o envio direto de correspondências.

Entretanto, isso até agora não foi confirmado ou publicado na ilha.

O líder cubano também lembra que a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, disse que o Governo do presidente dos EUA, Barack Obama, estava "satisfeito em retomar as conversas com Havana sobre esses assuntos".

Entretanto, Fidel considera que houve "um incidente diplomático" devido à advertência dos americanos de que "haverá um diálogo aberto assim que haja (em Cuba) mudanças sobre direitos humanos e movimentos rumo à democracia".

"Qual é a 'democracia' e os 'direitos humanos' que os EUA defendem? Era realmente necessário lançar essa humilhante e prepotente advertência?", pergunta.

O líder cubano também comentou o discurso de posse do novo presidente de El Salvador, Mauricio Funes, em cerimônia que contou com a presença de Hillary Clinton e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Segundo o texto de Fidel, quando Funes anunciou o restabelecimento imediato das relações diplomáticas entre El Salvador e Cuba, "um ensurdecedor aplauso explodiu naquela sala, como não ocorreu em nenhum outro momento de seu discurso".

"Previamente, o orador (...) cometeu o erro de cumprimentar Hillary Clinton, que ocupa o cargo de secretária de Estado, antes inclusive do que Lula, presidente do gigante sul-americano, ali presente entre um grupo de presidentes de nossa região", escreve Castro.

"Antes do fim do prolongado aplauso a Cuba - o que a senhora Clinton talvez tenha lastimado -, o orador tomou a palavra e mencionou de novo os EUA, com a melhor intenção do mundo. No entanto, muito poucos naquele grande sala aplaudiram esse país", acrescenta o artigo.

"Em determinadas circunstâncias, não só as palavras falam por si mesmas, mas também os aplausos e os silêncios", conclui Fidel. EFE am/bba

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