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Fidel compara furacão Gustav à bomba atômica de Hiroshima

Havana, 3 set (EFE).- O ex-presidente cubano Fidel Castro afirma em artigo divulgado hoje que os efeitos deixados pela passagem do furacão Gustav no último sábado pela Ilha da Juventude são comparáveis aos da bomba atômica lançada em 1945 sobre a cidade japonesa de Hiroshima.

EFE |

"Com toda a franqueza me atrevo a dizer que as fotos e filmagens me lembravam a desolação que vi quando visitei Hiroshima, vítima do primeiro ataque com bomba atômica em agosto de 1945", diz Fidel em artigo intitulado "um golpe nuclear", publicado hoje na imprensa oficial.

No último sábado o "Gustav" castigou as províncias do oeste de Cuba, especialmente a Ilha da Juventude e a localidade de Pinar del Río com força de furacão de categoria quatro e rajadas de vento máximas de 340 km/h.

Segundo cálculos preliminares, há cerca de 100 mil casas danificadas, milhares de hectares de cultivos destruídos e milhares de toneladas de alimentos de estoque perdidos, além de grandes danos nas redes elétrica e telefônica.

O ex-presidente, de 82 anos, afirma que "agora a batalha é alimentar as vítimas do furacão". Segundo Fidel, Cuba precisa de "pelo menos 1,5 milhão" de casas preparadas para suportar ciclones para 3,5 milhões de famílias.

"A adversidade deve servir para que trabalhemos com mais eficiência a cada dia e que usemos de forma justa e racional cada grama de material. Temos que lutar contra nossas superficialidades e egoísmos", afirma.

"Cem milhões de dólares significam apenas US$ 9 por habitante e precisamos de 30 vezes, 40 vezes mais que este valor apenas para atenuar nossas necessidades básicas".

O ex-presidente também se refere ao resgate, na última segunda, de cinco pescadores que estavam desaparecidos desde sexta.

"Soube da perda de contato com o barco dos pescadores no sábado.

Raúl (Castro, presidente de Cuba e irmão de Fidel) tinha me informado do episódio. Assim que o tempo abriu começaram as buscas, que chegaram a reunir 36 embarcações, três helicópteros e dois aviões durante quase dois dias", declarou.

"O milagre revolucionário aconteceu e os pescadores foram resgatados", acrescenta e afirma: "Não nos deixemos arrastar pelas ilusões".

Segundo o ex-presidente, o furacão "deixa 100 mil casas atingidas em maior ou menor grau e a perda quase total de artigos de primeira necessidade depois da tragédia".

Fidel também se refere à campanha presidencial nos Estados Unidos e afirma que o atual chefe de Governo americano, George W. Bush, e o vice, Dick Cheney, "foram quase marginalizados da campanha republicana por serem considerados indesejáveis e defensores da guerra".

Para o ex-líder cubano "o imperialismo desenvolvido acabará matando todos os que tentarem penetrar sem permissão dentro de seu território para se transformarem em escravos assalariados", enquanto Cuba continuará "desenvolvendo a solidariedade, o maior recurso dentro e fora da pátria". EFE jlp/ev/fal

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