Fidel Castro reitera que Cuba não deseja voltar à OEA

Havana, 11 mai (EFE).- O ex-presidente cubano Fidel Castro reiterou hoje que seu país, presidido atualmente por seu irmão Raúl, não deseja voltar à Organização dos Estados Americanos (OEA), que excluiu a ilha em 1962.

EFE |

"Cuba respeita os critérios dos Governos dos países irmãos da América Latina e do Caribe que pensam de outra forma, mas não deseja fazer parte dessa instituição", diz o ex-líder em um novo artigo de sua série "Reflexões", publicado por veículos de imprensa oficiais.

Fidel Castro também reitera sua ideia de que as boas intenções do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, não servirão para mudar a política de Washington.

"Os Governos podem mudar, mas os instrumentos com que nos transformaram em colônia continuam sendo iguais", afirma o ex-governante cubano, que não aparece em público por razões de saúde há três anos.

"Após um presidente com sentido ético nos Estados Unidos (Jimmy Carter), tivemos durante os 28 anos seguintes três que cometeram genocídios e um quarto que internacionalizou o bloqueio" que Washington aplica contra Cuba, diz Fidel, acrescentando que "a OEA foi instrumento desses crimes".

O texto do ex-presidente cubano rejeita novamente os relatórios da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), vinculada à OEA, sobre as violações dos mesmos em Cuba e Venezuela, e lembra as intervenções militares americanas do século passado na América Latina. EFE am/bba

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