O líder cubano Fidel Castro ironizou a euforia exagerada demonstrada por alguns presidentes que participaram na Cúpula das Américas e em relação ao papel atribuído à Organização dos Estados Americanos (OEA) no documento final, segundo um artigo publicado nesta terça-feira.

Em seu comentário "Sonhos delirantes", Fidel afirma que não se explica "a causa da euforia" de alguns participantes do encontro de Port of Spain, classificada por presidentes como os do México, Panamá, Canadá e Trinidad e Tobago, como "a mais extraordinária Cúpula já realizada".

"Algum milagre deve acontecer, pensei. A pedra filosofal foi descoberta", debocha o líder cubano.

Ele também critica 13 dos 97 pontos das 67 páginas da declaração final que se referem à OEA, da qual Cuba foi suspensa em 1962, impedindo o país de participar nas Cúpulas das Américas.

"Por acaso a OEA é garantia da soberania e integridade dos povos da América Latina? Sempre! Interveio alguma vez nos assuntos internos de um país no hemisfério? Nunca!", alfineta ainda.

mis/cn

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