Fidel Castro felicita cubanos em nota pelos 50 anos da revolução

Por Esteban Israel HAVANA (Reuters) - O líder cubano Fidel Castro felicitou em nota os cubanos no aniversário da revolução que o colocou no poder há 50 anos, disse nesta quinta-feira a imprensa local.

Reuters |

Tudo indica que Castro, afastado do poder desde que adoeceu há dois anos e meio, será o protagonista ausente das comemorações programadas para a tarde desta quinta-feira na cidade de Santiago de Cuba, onde no dia 1o de janeiro de 1959 ele pronunciou o triunfo da revolução.

"Como em pouca horas comemoraremos os 50 anos do Triunfo, felicito o nosso povo heróico", disse Castro, de 82 anos, em uma breve nota divulgada na tarde de quarta-feira e publicada na capa do Granma, o diário do Partido Comunista, que governa o país.

O diário publicou ainda uma fotografia em branco e preto de Fidel Castro anunciando há quase meio século a queda do governo do ditador Fulgêncio Batista, em uma praça em Santiago de Cuba.

Junto a ele aparece seu irmão Raúl Castro, hoje um general de 77 anos, que o substituiu no início de 2008 na presidência com a promessa de preservar o socialismo e melhorar a baixa qualidade de vida dos cubanos.

"O povo de Cuba se sente orgulhoso de si mesmo, se sente seguro de si mesmo, está orgulhoso de sua revolução", disse Raúl Castro em uma entrevista divulgada na noite de quarta-feira pela televisão estatal.

As dificuldades econômicas impuseram um tom austero às comemorações.

Cuba, que é muito dependente de suas importações, tem escassez de verbas e está sendo pressionada pela crise financeira global e pelos estragos de furacões recentes, que deixaram 10 bilhões de dólares em prejuízos.

Raúl Castro adiantou que nesta quinta-feira fará um discurso em Santiago de Cuba pronunciado há 50 anos por seu irmão Fidel, que fez advertências na época dizendo que o caminho adiante seria difícil.

"Há muitas coisas positivas", comentou Castro, que governa Cuba junto a vários outros veteranos ex-guerrilheiros que há quase meio século desceram de Sierra Maestra para tomar as rédeas do país.

Os que defendem a revolução dizem que a sociedade que os irmãos Castro construíram defendeu a independência de Cuba dos Estados Unidos, universalizou o acesso à saúde e à educação e conseguiu indicadores sociais comparáveis aos de países escandinavos.

Seus críticos dizem que o sistema de partido único que foi criado sacrificou as liberdades e não tolera as divergências.

O 50o aniversário da revolução foi saudado em várias regiões do planeta.

O presidente chinês, Hu Jintao, por exemplo, disse em uma mensagem que a revolução cubana foi um dos "grandes acontecimentos históricos" do século XX, prometendo continuar seu apoio ao país. A China é hoje o segundo parceiro comercial de Cuba.

O presidente russo, Dmitry Medvedev, outro aliado de Cuba, a descreveu como um "legendário exemplo de luta pelos altos ideais da justiça social".

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