Fidel Castro diz que injetar dólares em bancos é o pior da crise

O líder cubano Fidel Castro afirmou que injetar milhares de milhões de dólares nos bancos é a pior variante da crise econômica, e acusou o capitalismo desenvolvido de querer continuar saqueando o mundo, segundo artigo publicado nesta sexta-feira.

AFP |

"Não é preciso ser graduado em Matemática, Economia ou Ciências Políticas para compreender o que isso significa", estimou Castro, acrescentando que "o capitalismo desenvolvido aspira, todavia, a continuar saqueando o mundo como se o mundo pudesse suportar isso".

Castro, de 82 anos, afastado do poder desde julho de 2006 por doença, destacou que o Federal Reserve dos Estados Unidos abriu ou repassou linhas de crédito aos bancos centrais de México, Brasil, Coréia do Sul, Cingapura, Austrália, Canadá, Dinamarca, Grã-Bretanha e Japão, entre outros países.

"Em virtude desses acordos, (os Estados Unidos) proporcionam dólares aos Bancos Centrais em troca de reservas em divisas desses países, que sofreram perdas consideráveis devido à crise financeira e comercial", ao mesmo tempo em que "afiançam o poder econômico de sua moeda", acrescentou o ex-governante.

O líder comunista assinalou que esse mecanismo é também utilizado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), ao qual chamou de "o mesmo cachorro com coleira diferente".

"As máquinas de imprimir moeda não param nem o FMI de conceder seus empréstimos leoninos", afirmou Fidel Castro, que já havia dedicado vários artigos à crise financeira nas últimas semanas.

Castro citou declarações do Fundo Mundial para a Natureza (WWF, nas siglas em inglês), uma instituição que considerou "séria", e segundo a qual, ao ritmo atual de gastos, a humanidade necessitaria recursos de dois planetas em 2030 para manter seu estilo de vida.

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