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Fidel Castro afirma que cúpula do G-20 prestou vassalagem ao império

O líder cubano Fidel Castro afirmou nesta segunda-feira que a declaração da cúpula do G-20 presta um preito ao império, ao criticar em um artigo a aceitação, por parte dos presidentes e autoridades, das exigências de George W. Bush como quem pede ao lobo que não devore Chapeuzinho Vermelho.

AFP |

"Preitesia ao império, que não recebe crítica alguma a seus métodos abusivos. (A declaração) é enfadonha, não diz absolutamente nada (...). É óbvio que constitui uma aceitação plena das exigências de Bush", disse Castro, de 82 anos, afastado do poder por uma enfermidade.

Estimou que a declaração "trata-se, simplesmente, de uma apelação piedosa à ética do país mais poderoso do planeta, tecnológica e militarmente, numa época de globalização da economia, como quem pede ao lobo que não devore Chapeuzinho Vermelho".

"Do meu ponto de vista, os privilégios do império" não foram roçados nem com uma pétala de flor, insistiu o ex-presidente cubano, que nas últimas semanas dedicou vários de seus comentários na imprensa à crise econômica mundial.

O G-20, cujos membros geram 85% do PIB do planeta, concluiu com um plano de ação que inclui a adoção de medidas de estímulo fiscal para fazer frente à recessão, mecanismos de controle aos bancos e a firme determinação do grupo a dar um maior peso aos países emergentes nos organismos internacionais.

"Louvores ao FMI, ao Banco Mundial e a organizações multilaterais de crédito, engendradores de dívidas, gastos burocráticos fabulosos e investimentos encaminhados ao fornecimento de matérias-primas a grandes transnacionais, que são, além disso, responsáveis pela crise", acrescentou Castro.

Criticou que no documento "nada se diz do absurdo da política de converter alimentos em combustível como propõem os Estados Unidos", nem do "intercâmbio desigual de que somos vítimas os povos do Terceiro Mundo".

Tampouco, acrescenta, aborda "a estéril corrida armamentista, a produção e o comércio de armas, a ruptura do equilíbrio ecológico, e as gravíssimas ameaças à paz que põem o mundo à beira da extinção".

"Apenas uma pequena frase perdida no longo documento menciona a necessidade de 'enfrentar a mudança climático', apenas quatro palavras", afirmou Castro, que renunciou à presidência em fevereiro passado.

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