Fidel Castro acusa México, EUA e Canadá de esconderem a gripe suína

O líder cubano Fidel Castro acusou nesta quinta-feira o México, os Estados Unidos e o Canadá de esconderem o início da existência do vírus da gripe suína, o que impediu evitar a fulminante expansão da epidemia pelo mundo.

AFP |

Em sua habitual coluna na imprensa cubana, Castro reiterou o que disse na segunda-feira de que o México escondeu informação sobre a presença do vírus A (H1N1) para não frustrar a visita do presidente Barack Obama de 16 a 17 de abril.

"Será possível que no México nos dias 16 e 17 de abril, nada se conhecesse da palavra que o país levaria ao mundo seis dias depois?", assinalou Castro com sarcasmo, segundo o texto lido no telejornal.

"Nem sequer os organismos de inteligência dos Estados Unidos, especialista em informação, sabiam do que estava prestes a ocorrer?", indagou o ex-presidente cubano.

Castro disse que o México enviou uma semana antes da Cúpula das Américas, realizada em Trinidad e Tobago de 17 a 19 de abril, mostras a um famoso laboratório do Canadá, que diagnosticou o vírus no dia 23 desse mesmo mês, após o que o governo de Calderón lançou o alerta.

"Não é um favor do governo do México ao mundo como alguns pretendem. Agora teria que agradecer aos três países associados ao TLC (Tratado de Livre Comércio)", assinalou o ex-presidente cubano.

Castro, afastado da presidência há quase três anos por uma doença, chamou o México (64 mortos e 2.592 infectados) e os Estados Unidos (três mortos e 4.298) de "exportadores mundiais da epidemia" de gripe A (H1N1).

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