Havana, 11 ago (EFE).- O líder cubano Fidel Castro acusou hoje o presidente dos Estados Unidos, George W.

Bush, de ter instigado o governante da Geórgia, Mikhail Saakashvili, a lançar o que qualificou como uma "aventura militar" na Ossétia do Sul.

"A Geórgia jamais teria lançado suas forças armadas contra a capital da República Autônoma da Ossétia do Sul (...) sem a anuência prévia de Bush", afirma Fidel Castro, em artigo publicado no site oficial Cuba Debate (http://www.cubadebate.cu/).

Segundo Fidel Castro, Bush "prometeu seu apoio ao presidente Saakashvili para a entrada da Geórgia na Otan, o que equivale a um punhal afiado que se tenta cravar no coração da Rússia".

"Muitos Estados europeus que pertencem a essa organização militar se preocupam seriamente com a manipulação irresponsável do tema das nacionalidades, prenhe de conflitos potenciais, que na própria Grã-Bretanha pode dar lugar à desintegração do Reino Unido", adverte.

"A Iugoslávia foi dissolvida por essa via", afirmou.

Segundo o líder cubano, Saakashvili, por sua própria conta, "jamais teria se lançado à aventura de enviar o Exército georgiano à Ossétia do Sul, onde se chocaria com as tropas russas postadas lá como força de paz".

"Não se pode brincar com a guerra nuclear, nem premiar a provisão de carne de canhão para o mercado. Que necessidade havia de acender o pavio do Cáucaso? A Rússia continua sendo uma poderosa potência nuclear", lembra o artigo. EFE am/gs

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