Fidel alerta para o risco de violência no Haiti

Havana, 17 jan (EFE).- O líder cubano Fidel Castro chamou a atenção hoje para o risco de epidemias e de uma explosão de violência no Haiti, devastado por um terremoto na última terça-feira.

EFE |

Segundo Fidel, a grave situação no país caribenho porá à prova o espírito de cooperação internacional perante interesses mesquinhos e o patriotismo fanático.

"Quanto mais tempo demorar o enterro ou a incineração dos falecidos e a distribuição de alimentos e outros produtos vitais, mais aumentarão os riscos de epidemias e explosões de violência", disse o ex-presidente cubano em um novo artigo publicado na imprensa oficial.

Para Fidel, a situação "no Haiti porá à prova o quanto o espírito de cooperação pode durar antes que o egoísmo, o chauvinismo, os interesses mesquinhos e o desprezo por outras nações prevaleçam".

O líder cubano acrescenta que o Haiti pode ser "um exemplo do que a humanidade pode fazer por si mesma", e lamenta o fato de "existirem recursos, mas faltar vontade".

"Os países observam de perto tudo o que está acontecendo no Haiti. A opinião pública mundial e os povos serão cada vez mais severos e implacáveis em suas críticas", escreveu o ex-presidente em sua segunda "Reflexão" sobre a crítica situação no Haiti em três dias.

"Nosso pessoal está disposto a cooperar e a unir sua força com todos os especialistas de saúde que foram enviados para salvar vidas nesse povo irmão", diz Fidel na coluna, na qual lembra que Cuba tem 500 médicos e outros voluntários no Haiti.

O terremoto de 7 graus na escala Richter aconteceu às 19h53 de Brasília da terça-feira e teve epicentro a 15 quilômetros de Porto Príncipe. A Cruz Vermelha do Haiti estima que o número de mortos ficará entre 45 mil e 50 mil.

Na quarta-feira, o primeiro-ministro do país, Jean Max Bellerive, havia falado de "centenas de milhares" de mortos.

O Exército brasileiro confirmou que pelo menos 14 militares do país que participam da Minustah morreram em consequência do terremoto.

A brasileira Zilda Arns, fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança, ligada à Igreja Católica, e Luiz Carlos da Costa, número 2 da missão da ONU no Haiti, também morreram no tremor. Um terceiro civil, não identificado, completa a lista de mortos. EFE am/sc

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