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Havana, 15 jun (EFE).- O ex-presidente cubano Fidel Castro criticou hoje o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, por ter sido injusto com o papel da extinta União Soviética (URSS) na Segunda Guerra Mundial durante o recente discurso pelos 65 anos do desembarque na Normandia.

Em um novo artigo na coluna "Reflexões", divulgada pela imprensa oficial da ilha, Castro diz que Obama dedicou apenas "15 palavras" ao papel da URSS, "ou quase 1,2 para cada 2 milhões de cidadãos soviéticos que morreram naquela guerra".

"Não foi justo", afirmou o ex-presidente cubano, de 82 anos.

Segundo Fidel, não se deve esperar que o líder americano "desperte muito entusiasmo entre iranianos e árabes" - em referência a outro discurso de Obama, feito na universidade Al-Azhar, no Cairo, e dirigido ao mundo muçulmano.

Ele lembrou ainda que, depois da Segunda Guerra Mundial, o Irã "virou o soldado dos Estados Unidos mais forte e melhor armado" nesta região estratégica da Ásia.

Fidel lembrou ainda que, posteriormente, o presidente americano Ronald Reagan (1981-1989) apoiou a Guerra do Iraque contra o Irã.

EFE am/dp

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