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Fidel acusa cubanos que emigraram ilegalmente de falta desprezível de ética

Havana, 1 jul (EFE).- O ex-presidente de Cuba Fidel Castro acusou hoje de falta desprezível de ética seus compatriotas que emigram ilegalmente da ilha, em artigo divulgado em site do Governo cubano.

EFE |

Segundo Fidel, os cubanos que deixam seu país e vão para os Estados Unidos, ou para outros países, "clandestinamente ou sob qualquer manto ilegal, não só cometem uma falta desprezível de ética, mas privam a economia de Cuba de especialistas e pessoal qualificado".

"É o roubo descarado de cérebros e de braços produtivos que nossa pátria, em sua luta heróica, está no dever de combater firmemente", acrescenta o octogenário líder no artigo, publicado no site oficial "Cubadebate".

Esta é a quarta coluna de opinião de Fidel a ser publicada nesse site, e não nos dois jornais oficiais do Partido Comunista Cubano, "Granma" e "Juventud Rebelde", salvo em suas edições virtuais.

As três reflexões anteriores não publicadas nos veículos impressos se dedicaram a criticar a União Européia (UE), depois de o bloco suspender no mês passado as sanções que havia imposto ao Governo cubano por violação dos direitos humanos.

No artigo de hoje, Fidel diz que "um órgão mexicano de imprensa fala que 57 mil cubanos chegaram ao país entre 2005 e 2007".

"Como se sabe, 20 mil cubanos de todas as idades, com exceção daqueles que cumprem algum dever social ineludível, são legalmente autorizados todos os anos a emigarem para os EUA", afirma o ex-presidente de Cuba.

Segundo o artigo, esse "é um sacrifício que, em prol da reunificação familiar, Cuba fornece".

Fidel, que não aparece em público desde que adoeceu, há dois anos, volta a criticar em sua última coluna o candidato republicano à Presidência dos EUA, John McCain, particularmente suas visitas à Colômbia e ao México.

"McCain, homem que não é conhecido como devoto piedoso, pensa que rezando na Basílica de Guadalupe (na Cidade do México) enganará católicos, protestantes, brancos, negros, índios e mestiços, nos países onde, ao contrário, a pobreza extrema cresce a cada dia", afirma o artigo.

"Enquanto elaborava uma reflexão sobre as relações de McCain com a máfia terrorista anticubana de Miami e outros temas de interesse histórico, chegaram notícias frescas sobre essa personagem que os falcões do império projetam como substituto de (presidente dos EUA, George W.) Bush: sua visita à Colômbia e ao México, que se iniciará amanhã", diz Fidel.

O artigo cita a imprensa da América Latina para também criticar a 4ª Frota da Marinha dos EUA, que volta a patrulhar águas latino-americanas.

Desde que cedeu o poder em julho de 2006 a seu irmão mais novo, Raúl Castro, primeiro provisoriamente e de forma definitiva em fevereiro, o ex-presidente freqüentemente escreve colunas intituladas "Reflexões do companheiro Fidel", publicadas pelos meios de imprensa cubanos, todos oficiais. EFE am/wr/gs

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