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Fidel acha ridícula detenção de americanos por espionar para Cuba

HAVANA - O ex-presidente cubano Fidel Castro qualificou, neste sábado, de historinha a detenção de dois americanos acusados de espionar para a ilha e a considerou uma resposta ridícula à decisão da Organização dos Estados Americanos (OEA) de levantar a suspensão a Cuba do organismo.

EFE |

"Não parece bem ridícula a historinha da espionagem cubana?", pergunta Castro em uma nova coluna de "Reflexões" divulgada pela imprensa oficial.

Os Estados Unidos acusaram na sexta-feira Walter Kendall Myers, ex-funcionário do Departamento de Estado, e sua esposa, Gwendolyn Myers, de espionar para Havana durante quase 30 anos.

A informação divulgada em Washington acrescenta que os Myers se vangloriavam de ter tido um encontro com Fidel Castro em 1995.

O ex-líder cubano não nega a reunião, mas esclarece que se reuniu "com milhares de americanos por diversos motivos, individualmente ou em grupos, em algumas ocasiões com grupos de várias centenas deles".

"Nunca torturamos ninguém nem pagamos para obter informação alguma", sustenta o ainda primeiro-secretário do governante Partido Comunista de Cuba.

"Os que de uma forma ou outra contribuíam para proteger a vida de cubanos frente a planos terroristas e aos projetos de assassinar seus dirigentes, dos vários programados por várias Administrações dos EUA, fizeram isso pelo imperativo de suas consciências e merecem, a meu julgamento, todas as honras", acrescenta.

Segundo Fidel, "o curioso é que essa notícia vem à tona 24 horas depois da derrota sofrida pela diplomacia dos Estados Unidos na Assembleia Geral da OEA".

Reunida em San Pedro Sula (Honduras), a OEA revogou na quarta-feira por consenso - incluindo com o apoio de Washington - a suspensão imposta a Cuba em 1962, quando Havana se inclinou pelo bloco soviético na Guerra Fria.

Havana qualifica essa decisão de vitória histórica, evitando comentar que a resolução condiciona o retorno ao organismo a que a ilha cumpra princípios democráticos.

Fidel afirmou que "todo o enredo foi armado depois que (Barack) Obama tomou posse da Presidência dos Estados Unidos".

"Talvez influiu na detenção não só o tremendo golpe sofrido em San Pedro Sula, mas também as notícias de que estavam acontecendo contatos entre os Governos dos EUA e Cuba sobre assuntos importantes de interesse comum", acrescenta o ex-presidente.

O líder cubano se refere às ofertas de Obama, aceitas por Cuba, para retomar as negociações bilaterais sobre migração.



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