Festival de Tribeca se prepara para abrir ameaçado pelo caos aéreo europeu

David Valenzuela. Nova York, 20 abr (EFE).- Começa amanhã a nona edição do Festival de Cinema de Tribeca em Nova York ameaçado pela caos aéreo que afeta à Europa e que deve deixar vários participantes da mostra cinematográfica em terra.

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No entanto, o festival fundado por Robert de Niro pode ficar apagado devido à ausência de alguns dos cineastas europeus que pretendiam vir à reunião, mas não tem como se deslocar devido ao fechamento do espaço aéreo europeu graças erupção de um vulcão islandês.

"Estamos fazendo todo o possível para trazer todos a Nova York.

Havia alguns diretores viajando ontem e hoje, mas ainda não sabemos muito coisa", afirmou a diretora-executiva do festival, Nancy Schafer, em entrevista coletiva na prévia da inauguração do evento.

Schafer disse que os responsáveis pela mostra, que traz a Nova York até o dia 2 de maio filmes provenientes de 38 países - muitos deles europeus -, estão preparados para solucionar a ausência dos diretores nas estreia e nos painéis.

"Recorreremos às tecnologias que dispomos hoje em dia para trazê-los até nós telepaticamente", brincou a diretora do festival em relação à possibilidade de que alguns cineastas e produtores participem da mostra através de videoconferências pela internet.

Duas dezenas de filmes de países europeus como a França, Bélgica, Irlanda, Alemanha, Suécia e Dinamarca participam dessa edição, por isso teme-se que o caos aéreo provocado pelas cinzas vulcânicas que obrigou o cancelamento de milhares de voos nos últimos dias afete alguns de seus criadores.

De Niro, que impulsionou a criação do Tribeca para revitalizar a baixa Manhattan após os atentados de 11 de Setembro de 2001, fica contente que a mostra seja mais uma vez um nexo de união de diferentes culturas, línguas e realidades do mundo, e assinalou que essa é a direção que quer manter.

"A ideia continua sendo a de reunir pessoas de diferentes países e esse é o caminho que estamos felizes em seguir", disse o ator, que se mostrou satisfeito com o crescimento do festival ano após ano, especialmente com a qualidade dos documentários dessa nona edição.

Mediante o pagamento de quantias distintas, o público poderá ver pela primeira vez através de internet e da televisão os filmes que estreiam no Tribeca, assim como entrevistas e simpósios sobre cinema.

O evento começa amanhã com a estreia mundial de uma nova sequencia da saga de animação "Shrek": "Shrek para sempre" que se transforma assim no primeiro filme em 3D a participar de uma mostra na qual o cinema independente e os documentários costumam se sobressair.

A mostra conta com 85 longas-metragens e 47 curtas e termina com a estreia do documentário "Freakonomics", adaptação do bem-sucedido livro homônimo escrito em 2005 pelo economista Steven Levitt e o jornalista Stephen Dubner, que foi dirigida por vários cineastas.

Um deles é o oscarizado Alex Gibney, que acompanhou De Niro na apresentação do festival nesta terça-feira e que apresentará, além de "Freakonomics", "My Trip to Al Qaeda" e "Untitled Eliot Spitzer Filme". EFE Dvg/pb

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