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Festival de Tribeca abraça 3D e começa com a estreia do novo Shrek

David Valenzuela. Nova York, 21 abr (EFE).- O Festival de Cinema de Tribeca dá início hoje a sua nona edição em Nova York tingido de verde, graças a estreia mundial da nova sequência da animação Shrek, o primeiro filme em 3D a participar da mostra.

EFE |

"Trata-se do 'Shrek' mais divertido de todos, em que o ogro está mais sedutor do que nunca. Há grandes números musicais e uma multidão de referências cinematográficas, por isso que é um filme válido para nós", explicou a produtora Jane Rosenthal, uma das fundadoras do festival junto ao ator Robert de Niro, à Agência Efe.

Shrek é o primeiro filme em 3D a participar do Tribeca, um festival dedicado em grande parte a títulos independente de todo o mundo e no qual costumam se destacar os documentários, mas que, segundo Rosenthal, não pode ficar à margem da revolução que os avanços tecnológicos supõem.

"O objetivo de todo festival é se aproximar dos temas que preocupam a indústria e o 3D é um dos mais importantes, por isso que abrir com um filme assim era algo que queríamos fazer", explicou Rosenthal, que, no entanto, disse que "o futuro de todo o cinema não pode passar pelo 3D, porque o público acabaria se cansando".

A última sequência das aventuras de "Shrek" e da "Princesa Fiona" foi dirigida por Mike Mitchell para os estúdios DreamWorks e centra toda a atenção do primeiro dia do festival, da mesma forma que os atores que puseram suas vozes mais uma vez nesses bem-sucedidos personagens, como o espanhol Antonio Banderas.

As novas aventuras de "Shrek" apresentam um ogro que sente saudades da época em que costumava assustar as pessoas e que, devido a um pacto maléfico, acaba em uma versão muito estranha do reino de "Tão, Tão Distante", na qual os ogros são perseguidos, seus rivais tomaram o controle e ele jamais conheceu "Fiona".

Após o filme, o ponto mais comercial do festival, o Tribeca exibirá até o dia 2 de maio 85 longas-metragens e 47 curtas-metragens, entre os que se destacam diversos documentários, o que, segundo Rosenthal, responde à vontade de dar "voz a criadores que querem contar histórias que os meios majoritários não querem ouvir".

Com temáticas que vão da mudança climática aos conflitos na África, passando pelo terrorismo, a mostra traz uma ampla variedade de filmes, entre os quais Rosenthal destacou "My Trip to Al Qaeda", de Alex Gibney em que o jornalista Lawrence Wright conta seu trabalho para entender o terrorismo islâmico.

Também destaca-se "Earth Made of Glass", um longa dirigido por Deborah Scranton que mostra o trabalho do presidente ruandês Paul Kagame, que deve participar do festival, e vários cidadãos por trazer à tona a verdade sobre o genocídio cometido em Ruanda em 1994.

Além disso, há "The Two Escobars" (Os Dois Escobares, em tradução livre), um documentário que os organizadores do Tribeca veem concorrendo por grandes prêmios e que, dirigido pelos americanos Jeff e Michael Zimbalist, retrata dois colombianos, o jogador Andrés Escobar e o barão da droga Pablo Escobar.

Da Colômbia também traz o longa-metragem "La Sangre y la Lluvia", dirigido por Jorge Navas que conta uma história de amor em Bogotá.

No entanto a presença de títulos latinos fica reduzida a apenas outros três filmes.

Trata-se de "The Sentimental Engine Slayer", uma co-produção entre os Estados Unidos e o México que supõe a estreia no cinema do músico Omar Rodríguez, co-fundador da banda texana The Mars Volta, e "Monica & David", documentário de Alexandra Codina focado em dois jovens com síndrome de Down que decidem se casar e a luta de suas famílias, de origem cubana, para ajudá-los.

Além disso, o curta-metragem "Hard Rock Havana", dirigido pelo americano Nicholas Brennan, relata a história da banda cubana de heavy metal Zeus.

No Tribeca também haverá lugar para vários rostos conhecidos de Hollywood, como Forest Whitaker e Renée Zellweger, que estrearão "My Own Love Song", e Vanessa Redgrave e Amanda Seyfried, que trazem a comédia romântica "Cartas para Julieta".

Também serão exibidos os filmes "Get Low", com Robert Duvall e Bill Murray; o thriller "The Killer Inside Me", de Michael Winterbottom com Jessica Alba, Kate Hudson e Casey Affleck; "Ondine", protagonizada por Colin Farrell; "Every Day", com Helen Hunt e Liev Schreiber; e "Cairo Time", com Patricia Clarkson.

O Festival de Cinema de Tribeca, que também mostrará uma versão restaurada de "Doutor Jivago" (1965), que encerra a mostra com "Freakonomics", a adaptação do bem-sucedido livro homônimo escrito em 2005 pelo economista Steven Levitt e o jornalista Stephen Dubner.

EFE dvg/pb

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