Festa de Obama mobiliza eleitores a mais de 12 horas de seu início

Julio César Rivas. Chicago (EUA), 4 nov (EFE).- Enquanto milhões de americanos saíam de casa para votar nas eleições presidenciais, várias dezenas de pessoas já faziam fila nas portas do Grant Park, em Chicago, 12 horas antes de sua abertura para a festa eleitoral do candidato democrata à Casa Branca, Barack Obama.

EFE |

Nos últimos meses, Obama e sua campanha se destacaram por sua organização e capacidade de não fazer nada superficialmente. Outro exemplo desse empenho foi a escolha do Grant Park, que, segundo cálculos das autoridades, deve receber esta noite até um milhão de pessoas.

Basta uma volta pelos arredores do parque, situado às margens do lago Michigan, para entender por que os organizadores da campanha de Obama escolheram o local para comemorar uma eventual vitória democrata.

A ruas que rodeiam a área recreativa são todas dedicadas a presidentes americanos e levam nomes como Washington, Madison, Jackson, Van Buren, Eishenhower e Roosevelt.

O próprio parque é uma homenagem a Ulysses Grant, o 18º presidente do país e quem, como general, pavimentou a vitória da União durante a Guerra Civil americana, que oficialmente pôs fim à escravidão no sul do país.

Em Chicago, é difícil, para não dizer impossível, encontrar alguém que admita que hoje votou no candidato republicano à Presidência, John McCain.

Afinal de contas, Chicago é a cidade de Obama, e todo mundo parece dedicado a tornar realidade as aspirações do senador por Illinois de se tornar o primeiro presidente negro dos Estados Unidos.

O Café Erie, no centro de Chicago, abriu suas portas nesta terça-feira às 6h (horal local), mas não para servir seus clientes, e, sim, para se tornar uma das centenas de colégios eleitorais da cidade.

Em um ambiente decorado com chifres de touro, cabeças de cervos e bandeirolas de equipes esportivas, os eleitores aguardavam pacientemente para escolher o futuro presidente do país e se pronunciar em referendo sobre propostas locais, processo tão complicado que fez Obama levar mais de 15 minutos para deixar a urna.

No mesmo local, todos os que revelaram sua opção disseram ter votado no democrata. Para não deixar margem a dúvidas, Kelly, um mãe de família de 42 anos, chegou à seção com uma camisa com o nome do jovem senador.

"É um momento realmente emocionante para os Estados Unidos. Vamos ver mais gente que nunca votando e acho que o país vai começar a ir na direção certa", declarou à Efe.

"Estou muito orgulhosa de votar em Obama. Ele é muito carismático. Foi capaz de entusiasmar ao povo com a idéia de mudar o país. Não há nenhuma dúvida em minha mente: Obama vai ser o próximo presidente dos Estados Unidos", afirmou.

Nos arredores do Grant Park, equipes de segurança já deram início aos últimos preparativos para o evento desta noite.

As autoridades de Chicago fecharam a Avenida Michigan, que ladeia uma das laterais do parque e que é uma das principais vias entre as zonas norte e sul da cidade.

No centro, os hotéis estão sendo vigiados por agentes, e os 70 mil convidados com bilhetes para a área mais próxima ao palanque do qual Obama discursará vão ter que passar revistas e detectores de metais.

Dezenas de milhares de policiais, muitos deles de fora da cidade, já estão espalhados por toda a Chicago para evitar incidentes.

Do esquema especial, também participam agentes do serviço secreto, encarregados de proteger Obama e as personalidades que o receberão no Grant Park.

Além disso, há poucas horas, foi divulgado que uma unidade especial da Guarda Nacional foi especialmente designada para detectar armas de destruição em massa. EFE jcr/sc

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